domingo, 30 de junho de 2013

Raul Seixas: Fim dos Anos 70 e Anos 80

Em 1977, Raul lança “O Dia em Que a Terra Parou”, com a música “Maluco Beleza”. Em 1978, retoma a parceria com Paulo Coelho, em “Mata Virgem”. E em 1979, lança “Por Quem os Sinos Dobram”.

Marcelo Nova e Raul Seixas no Fim dos Anos 1980
Marcelo Nova e Raul Seixas: Fim dos Anos 80

Em 1980, Raul lança “Abre-te Sésamo”. “Aluga-se” e “Rock das Aranha” são censuradas. No início dos anos 1980, intensificam-se os problemas pelo uso de álcool. Raul Seixas afunda em um quadro de depressão.

Em 1983, lança o álbum “Raul Seixas”. A música “Carimbador Maluco” faz parte do especial “Plunct Plact Zuuum”, da Rede Globo. Isso dá uma boa projeção ao álbum, que se torna um sucesso.


Em 1984, Raul Seixas lança “Metrô Linha 743”. Em 1987, lança “Uah-Bap-Lu-Bap-Lah-Béin-Bum!”. Dele, faz parte a música “Cowboy Fora da Lei”. Do fim de 1985 até 1988, Raul fica sem fazer shows em função do alcoolismo.

Em 1988, Raul lança “A Pedra do Gênesis”, o último álbum solo. Em 1989, faz shows com Marcelo Nova. A parceria resultou em “Panela do Diabo”, lançado em 19 de agosto de 1989. Dois dias antes de Raul morrer de pancreatite...

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5 comentários:

Leonardo Brocker disse...

"BRock - O Rock Brasileiro dos Anos 80", Arthur Dapieve

No fim dos anos 80, Raul torna-se parceiro de Marcelo Nova.
Nova era conterrâneo, clone vocal e discípulo de Raul Seixas.
Além de líder do então dissolvido grupo punk Camisa de Vênus.
O disco "A Panela do Diabo" flagrava o pai do BRock debilitado.
A turnê de lançamento do LP enfraqueceu Raul Seixas ainda mais.
A morte dele, em 21/08/1989, não chegou a ser uma surpresa.
Mas a tristeza não foi menor...

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Morri Há Dez Anos Atrás" +++
Ricardo Alexandre
Matéria da revista Trip, nº 71, (agosto 1998)

Raul dos Santos Seixas morreu aos 49 anos, de parada cardíaca.
Já vivia havia nove anos sem dois terços do pâncreas.
Diabético, driblava como podia as injeções de insulina.
“Odeio injeção, por isso nunca fui junkie”, dizia.
Mas não dispensava chocolate.
Alcoólatra, seu café da manhã era um copo de vodca com suco de laranja.
E seguia com doses paulatinas de éter ao longo do dia.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Morri Há Dez Anos Atrás" +++
Ricardo Alexandre
Matéria da revista Trip, nº 71, (agosto 1998)

Desde 1988, morava sozinho num pequeno flat alugado no Centro de São Paulo.
Num destes cavalos-de-pau que o destino dá, ocorreu o improvável.
Raul odiava apresentar-se ao vivo.
E morreu descansando de uma maratona de 50 shows.
O cantor apresentava-se ao lado do último parceiro, Marcelo Nova.
Na semana em que morreu, chegaria às lojas "A Panela do Diabo".
E mais shows estavam programados numa da turnê até dezembro.
O encerramento seria com uma festa no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Morri Há Dez Anos Atrás" +++
Ricardo Alexandre
Matéria da revista Trip, nº 71, (agosto 1998)

“Muita gente dizia que esta turnê não daria em nada.
‘Ah, o porralouca do Marcelo e o cachaceiro do Raul’.
Mas Raul excursionou, fez 50 shows e não faltou em nenhum.
Mesmo quando estava com crise de diabetes”, lembra Marcelo Nova.
“Por que, eu não sei. Raul só fazia o que queria.
E não havia ninguém no mundo para convencê-lo do contrário.”

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Morri Há Dez Anos Atrás" +++
Ricardo Alexandre
Matéria da revista Trip, nº 71, (agosto 1998)

Paulo Coelho fazia a segunda peregrinação depois da conversão ao cristianismo.
O Caminho de Roma também é conhecido como Caminho Feminino.
Era manhã de segunda-feira, 21 de agosto de 1989.
Paulo interrompeu a caminhada em um pequeno vilarejo.
Perdido na cadeia montanhosa dos Pirineus, na França, ligou para a esposa.
Cristina Oiticica estava no Rio de Janeiro.
Com apenas três moedas no bolso, precisava falar rápido.
“Olha, Paulo, não sei se devo te estragar o dia com notícias ruins.”
Depois das saudações e troca de carinhos, Paulo pediu com urgência:
“Pode falar, mas fala logo que a ligação vai cair”.
Cristina disse: “O Raul morreu”. E a ligação caiu...

Na época, Paulo já havia escrito dois de seus grandes sucessos.
Os livros "Diário de Um Mago" e "O Alquimista" são de 1987 e 1988.
Mas muito de sua fama ainda se devia aos primeiros anos da década de 70.
Ao lado de Raul Seixas, Paulo Coelho escreveu 65 canções.
Entre elas alguns dos maiores clássicos da música pop brasileira:
“Sociedade Alternativa”, “Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás” e “Medo da Chuva”.
“Quando a linha caiu, fiquei sem saber por que meu parceiro havia morrido.
Sem saber em que circunstâncias – só poderia ligar de volta à noitinha.
Mas senti uma profunda alegria, uma sensação muito positiva.
Como se Raul estivesse bastante feliz por haver morrido.”

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