quinta-feira, 18 de abril de 2013

Músicas do Musical "Cazas de Cazuza"

Capa do disco com a Trilha Sonora do Musical "Cazas de Cazuza"
Trilha Sonora do Musical "Cazas de Cazuza"

Continuação de...
Cazuza: O Poeta na Boca do Povo - Marcelo e Bad Girls


Nana Caymmi e Emílio Santiago – “Doralinda” (João Donato, Cazuza)
Cazuza chegou a gravar “Doralinda”. A música consta na caixa “Codinome Cazuza”, lançada em 1999, pela Polygram. João Donato regravou “Doralinda”, em 1995. Já Nana Caymmi gravou uma versão, em dueto com Emílio Santiago, para seu álbum “Resposta ao Tempo”, lançado em 1998.

“Eu visitei o Cazuza na Clínica São Vicente e lhe dei a maior força. Uns dez minutos depois de eu ter chegado à minha casa, recebi um telefonema de Cazuza. Disse que tinha uma letra e queria que eu musicasse. Cazuza disse que ‘Doralinda’ era a mais doce letra que ele já tinha feito. Voltei na clínica, na mesma hora, e peguei a letra”. (João Donato)



Dulce Quental – “A Inocência do Prazer” (Cazuza, George Israel)
“Minha visão de prazer é parecida com a letra de uma canção que fiz para a Dulce Quental: ‘A Inocência do Amor’. Acho que você só consegue ter prazer quando você é completamente puro, ingênuo, inocente. Se você arma de um lado e de outro, o prazer foge. Ou, então, quando consegue a coisa, está exausto. Eu sempre prefiro ficar desarmado frente às pessoas e fatos. Então, chega o prazer”. (Cazuza)

Dulce Quental gravou “A Inocência do Prazer” em 1988.



Vários (Cazas de Cazuza) – “Malandragem” (Cazuza, Frejat)
“’Malandragem’ foi feita para Ângela RoRô, em 1988, quando ela estava gravando o disco ‘Prova de Fogo’. Quando a gente entregou a música, ela disse que o disco já estava pronto. A música acabou ficando a Ângela por anos. Em 1994, eu achei que a música tinha também a cara de Cássia Eller. Embora a letra tivesse se inspirado no jeito expansivo de RoRô. Para não ferir a ética, liguei para RoRô. E para a minha surpresa, ouvi o seguinte: ‘Cazuza não te disse? Não gostei da música, não. Achei uma merda! Não vou gravar nunca!’, disparou RoRô, com sua habitual sinceridade. Aliviado, entreguei ‘Malandragem’ à Cássia. Foi a música que impulsionou a carreira dela”. (Roberto Frejat)

Cássia Eller gravou, originalmente, “Malandragem”, em 1994. E regravou a música, em 1996, no álbum “Cássia Eller ao Vivo”.



Jay Váquer e Emmy – “Ideologia” e “Confessional”

“Ideologia” (Frejat, Cazuza)
“A música foi feita em abril ou junho de 1987, com o Frejat. Fala da minha geração sem ideologia, compactada entre os anos 60 e os dias de hoje. Fui criado em plena ditadura, quando não se podia dizer isso ou aquilo. E tudo era proibido. A geração é desunida. Nos anos 60, as pessoas se uniam pela ideologia: ‘Eu sou de esquerda. E você? Então, a gente é amigo’. A minha geração se uniu pela droga: ele é careta e ele é doidão! Droga não é ideologia. É opção pessoal. A garotada teve a sorte de pegar a coisa pronta. E aí poder decidir o que fazer pelo país. Embora, do jeito que o Brasil está, haja muita desesperança”. (Cazuza)

“Ideologia é comunidade, o contrário de solidão. É união de pessoa, ser humano. É a luta pela sobrevivência. É uma grande maneira de todos se unirem. É o contrário da solidão. Quem inventa idéias, partidos políticos ou coisas assim. São formas de não se ficar só”. (Cazuza)


“Na verdade, a letra de ‘Ideologia’ fala sobre a minha geração. Sobre aquilo que eu acreditava quando tinha 16, 17 anos. E sobre como estou hoje. Achava que tinha mudado o mundo. E dali para frente, as coisas avançariam ainda mais. Não sabia que ia acontecer esse freio. É como se agora a gente tivesse de pagar a conta da festa”. (Cazuza)

“Quando a letra de ‘Ideologia’ ficou pronta, Cazuza ligou para dizer: ‘Brou, fiz uma letra que só você pode musicar. É a letra que dá o tom do meu novo trabalho’. Ele já estava doente e consciente de tudo o que queria fazer. Assim que eu terminei a melodia, gravei uma fita e mandei para Cazuza. Ele cantava essa música nos piores momentos de crise em Boston. ‘Ideologia’ foi uma das amarras de sobrevivência de Cazuza naquela época”. (Frejat)


“Confessional” (Cazuza, Rodrigo Pitta)
Essa parceria de Cazuza e Rodrigo Pitta foi gravada apenas no especial “Cazas de Cazuza”, em 2000. Nesta versão, a música foi cantada por Jay Váquer e Emmy.


Segue com...
Cazuza: O Poeta na Boca do Povo - Ney Matogrosso e Hanoi, Hanoi


Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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