domingo, 14 de abril de 2013

Cazuza: Burguesia - "Azul e Amarelo", "Manhatã" e "Quando eu Estiver Cantando"

Mesmo tendo que gravar muitas vezes deitado, Cazuza não deixou de ser exigente. Seu tempo de permanência no estúdio variava de duas a doze horas, dependendo de seu estado físico no dia. ‘Burguesia’ registra o esforço de Cazuza para deixar um último trabalho na história da MPB.

Cazuza na Capa do Disco Burguesia, de 1989
Cazuza - Burguesia (1989)



Continuação de...
Cazuza 1989: Burguesia - Parte 3


“Azul e Amarelo” (Lobão, Cartola, Cazuza)
“’Azul e Amarelo’ era, nitidamente, uma música de despedida. Agenor era o nome do Cazuza e do Cartola. Além disso, eu nasci no mesmo dia que o Cartola. Aí falei: ‘Que link bacana’. E, na verdade, ‘Não vou, não quero’ é o verso de uma música de Cartola. Cazuza disse: ‘Essa frase é do Cartola. Então, eu quero ter o Cartola nessa parceria. Você quer?’. Eu disse: ‘É claro!’”. (Lobão)



“Cartão Postal” (Rita Lee, Paulo Coelho)


“Manhatã” (Leoni, Cazuza)
A música foi feita em 1988. E é uma bem-humorada letra sobre um brasileiro que está em Manhattan. A letra brinca com a pronúncia brasileira da localidade.

“Cazuza fez a letra pensando nos brasileiros que vão para os Estado Unidos e nunca aprendem a falar o inglês fluentemente. Mas mantém a pose por causa do charme de morar nos EUA. E da aparência de viver no Primeiro Mundo”. (Leoni)


“A história de ‘Manhatã’ é curiosa. Dessa vez a melodia veio primeiro. Entreguei ao Cazuza uma música para ele fazer a letra. Era para entrar no segundo disco do meu grupo, Heróis da Resistência. Mas Cazuza demorou um pouco a aprontar a letra. Na época, muita gente queria fazer música com ele. Quando a letra chegou, era tarde. Não dava mais tempo de incluí-la no disco”. (Leoni)

“Quando foi gravar ‘Burguesia’, Cazuza disse que queria gravar ‘Manhatã’. Só que ele tinha perdido a fita com a música e eu não me lembrava mais da melodia. Mas Cazuza se lembrava da melodia e sabia cantá-la. Foi o que ele fez. E a partir do seu registro de memória, eu pude refazer a música”. (Leoni)

“Bruma” (Arnaldo Brandão, Cazuza)



“Quando eu Estiver Cantando” (João Rebouças, Cazuza)
“’Quando eu Estiver Cantando’ foi feita por Cazuza para Maria Bethânia. Porém, ela acabou não gravando a música em seu disco “Memória da Pele”, de 1989. O Cazuza modificou a letra original em cima da melodia que eu fiz, fez uns ajustes e a música ficou linda. Fizemos a canção num dia e, no outro, Cazuza já estava gravando. Ele já estava mal, mas encontrava energia para trabalhar”. (João Rebouças)



Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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