quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cazuza 1987: “Só Se For a Dois”, “O Nosso Amor a Gente Inventa (História Romântica)”, “Solidão que Nada”

O segundo disco solo de Cazuza, “Só Se For a Dois”, foi gravado em 1986. Contou com a produção de Ezequiel Neves e Jorge Guimarães. E foi lançado em março de 1987.

Capa do disco "Só Se For a Dois", lançado em 1987 por Cazuza
Cazuza - Só Se For a Dois (1987)


“Só Se For a Dois” (Rogério Meanda, Cazuza)
“Existe uma fantasia romântica de você procurar sua cara-metade, o companheiro ideal. Dá mais certo que o relacionamento entre países ou grupos. A única coisa que deu certo na história da humanidade. Essa coisa do par é muito importante. Eu sempre achei isso. Minhas letras mais safadas são assim.” (Cazuza)

“Tenho necessidade de um relacionamento careta. E à noite tem aquela coisa de se sentir existindo, vivo. É uma coisa muito criativa. E que inspira. Porque as pessoas têm uma fantasia de que algo vai acontecer. Preparam-se para isso.” (Cazuza)

“Eu estava no ensaio e comecei a dedilhar uma música. Cazuza chegou e perguntou que canção era aquela. Pediu para eu tocar. Ao fazer o que ele pedia, Cazuza saiu cantando a música, de primeira. A melodia surgiu dele. Eu tinha a música, a base. Fizemos a melodia a partir desse momento. Parecia que Cazuza era um repentista. Foi uma música que surgiu de repente. As possibilidades de felicidade são egoístas mesmo. Eu adorava isso na letra linda que o Cazuza criou”. (Rogério Meanda)




“Ritual” (Frejat, Cazuza)
“‘Ritual’ saiu na hora. Foi feita na casa de meus pais, na fase em que retomamos a parceria, após a breve ruptura causada pela saída de Cazuza do Barão Vermelho. Ao contrário do que era comum nos nossos trabalhos, terminamos a música juntos. Gosto muito de ‘Ritual’. A melodia é simples, mas eficiente”. (Frejat)



“O Nosso Amor a Gente Inventa (História Romântica)” (Rogério Meanda, Cazuza e João Rebouças) 
“Os versos de ‘O Nosso Amor a Gente Inventa’ são baseados no drama amoroso de um amigo. Eu vampirizo meus amigos”. (Cazuza)

“Cazuza me deu essa letra logo depois de uma grande desilusão amorosa que sofri. Era completamente apaixonado e minha namorada foi embora sem dizer adeus. E era como se Cazuza estivesse me dizendo, na letra, coisas que eu deveria aprender com essa experiência. Fiz a música na praia. E fui cantando até em casa para não esquecer. Eu morava em Copacabana. Depois, procurei o João Rebouças e ele me ajudou a fazer o lado B. Foi uma época difícil para mim. E Cazuza escreveu minha história nessa canção”. (Rogério Meanda)



“Culpa de Estimação” (Frejat, Cazuza)
“Estávamos chateados um com o outro, desde a saída de Cazuza do Barão. Mas nos encontramos nos corredores da Rede Globo. Foi durante a gravação de um Globo de Ouro. E percebemos que aquela briga não tinha nada a ver. Abraçamo-nos e retomamos a parceria. A comemoração foi com essa música”. (Frejat)


“Solidão que Nada” (George Israel, Cazuza, Nilo Romero)
“Meu nome no alto-falante do aeroporto interrompeu o beijo. Senhor Nilo Romero, voo 427 para o Rio de Janeiro, embarque imediato! Tchau, a gente se vê. Ah! E o telefone? Tem um papel? Tenho. Cadê a caneta? Então, tá. Saio correndo, subo as escadas e finalmente entro no avião. Deparo-me, então, com todos os passageiros me olhando com cara de reprovação. Procuro, com o olhar, os meus companheiros, em busca de alguma cumplicidade. Estava atrasado, mas era por uma boa causa. Não adiantou! Estava todo mundo puto. E a fim de ir logo embora para casa. Tudo bem, então vamos sentar. Mas cadê meu lugar? Só tinha um lugarzinho no meio. E odeio viajar no meio. Sou claustrofóbico e gosto mesmo de corredor. Sentado numa das poltronas de corredor estava Cazuza, uma das únicas pessoas de bom humor. Ele sabia que eu detestava poltrona do meio. ‘Deixa que troco de lugar com você, Nilo Romero’. Trocamos. Na passagem, eu deixo cair um papel do bolso. O Cazuza pega, olha e me sacaneia. Pronto, ele ia chegar em casa e fazer mais uma de suas maravilhosas letras. Uma homenagem à vida na estrada, com todo o seu glamour e vazio”. (Nilo Romero)


“A música já existia antes do episódio no aeroporto. Lembro que ela foi feita em um estúdio de quatro canais. Mandamos a demo para o Cazuza. E ele ficou amarrado. Adorei quando ele abriu o leque de parceiros ao sair do barão. Ele não tinha medo de experimentar seu trabalho com pessoas novas”. (George Israel)

Segue com...
Cazuza 1987: Só Se For a Dois - Parte 2

Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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