quinta-feira, 11 de abril de 2013

Cazuza: Show no Teatro Ipanema - “Todo Amor que Houver Nessa Vida”, “Vai à Luta”, “O Nosso Amor a Gente Inventa (História Romântica)”

“O Poeta Está Vivo” é um álbum de Cazuza gravado ao vivo em 1987, durante uma série de shows no Teatro Ipanema. O álbum foi lançado em 2005, pela Som Livre. A maior parte do repertório é do álbum “Só Se For a Dois”, lançado em 1987.

Cazuza - O Poeta Está Vivo - Capa do Disco Gravado em 1987
Cazuza - O Poeta Está Vivo (1987)


“Só Se For a Dois” (Rogério Meanda, Cazuza)
“Existe uma fantasia romântica de você procurar sua cara-metade, o companheiro ideal. Dá mais certo que o relacionamento entre países ou grupos. A única coisa que deu certo na história da humanidade. Essa coisa do par é muito importante. Eu sempre achei isso. Minhas letras mais safadas são assim.” (Cazuza)

“Tenho necessidade de um relacionamento careta. E à noite tem aquela coisa de se sentir existindo, vivo. É uma coisa muito criativa. E que inspira. Porque as pessoas têm uma fantasia de que algo vai acontecer. Preparam-se para isso.” (Cazuza)


“Eu estava no ensaio e comecei a dedilhar uma música. Cazuza chegou e perguntou que canção era aquela. Pediu para eu tocar. Ao fazer o que ele pedia, Cazuza saiu cantando a música, de primeira. A melodia surgiu dele. Eu tinha a música, a base. Fizemos a melodia a partir desse momento. Parecia que Cazuza era um repentista. Foi uma música que surgiu de repente. As possibilidades de felicidade são egoístas mesmo. Eu adorava isso na letra linda que o Cazuza criou”. (Rogério Meanda)


“Heavy Love” (Frejat, Cazuza)
Esta música foi incluída na trilha sonora do filme “Um Trem para as Estrelas”, de Cacá Diegues, em 1987.

“Em 1985, gravei um riff para Cazuza num gravador portátil. Esse riff foi o ponto de partida para que ele, um ano depois, desenvolvesse ‘Heavy Love’ e incluísse no seu segundo disco solo. A melodia não estava bem pronta. Cazuza a terminou sozinho”. (Frejat)



“Todo Amor que Houver Nessa Vida” (Frejat, Cazuza)
“Em julho de 1983, Caetano Veloso incluiu a canção no show ‘Uns’. Foi uma ajuda fundamental para popularizar o Barão Vermelho.”

“A música ‘Todo Amor que Houver Nessa Vida’ é uma obra-prima. O Cazuza era um romântico autêntico. Isso foi o que deu à poesia dele um poder de comoção muito grande. Porque ele era cem por cento autêntico e isso a gente sentia. Ele entrou na MPB com uma marca enormemente original. E seu trabalho com o Barão e, depois, sozinho representa uma coisa grande. E com papel importante no desenvolvimento da música popular brasileira.” (Caetano Veloso)


“Nessa época, nós não tínhamos a menor ideia da dimensão que esse repertório iria tomar. Na verdade, quando fizemos essas músicas, elas foram gravadas quatro ou cinco meses antes de estourarem. E um ano antes de o Caetano se pronunciar. Nós estávamos felizes, mas não tínhamos a menor ideia do que estava acontecendo. A letra é a cara da geração da gente. E a música é um new wave travado pra caralho. Como letra escapa do universo roqueiro. Mas foi muito mal tocada.” (Frejat)


“Vai à Luta” (Rogério Meanda, Cazuza)
“A música é uma homenagem ao Dílson Funaro (na época, Ministro da Fazenda, do governo José Sarney). Ele não era o galã do Brasil? Eu nunca tive a menor ilusão em relação à fama. A gente tem que ter consciência de que o público é infiel. Um dia se está lá em cima. E no outro, lá embaixo”. (Cazuza)

“A letra tem ligação com os insucessos de Dílson Funaro. Mas também com a crítica e o público, quando acrescentei a frase de Millôr Fernandes: ‘Os fãs de hoje são os linchadores de amanhã’!”. (Cazuza)


“Foi numa festa e tomávamos champagne, quando toquei essa melodia a primeira vez. Cazuza disse na hora: ‘Gostei!’. E, quando veio a letra, era o mesmo discurso que ele costumava fazer sobre o sucesso. Tínhamos de encará-lo com algo efêmero e tomar cuidado com as pessoas que gostavam de fofocar. O que importava era ir à luta! Cazuza era muito engraçado, embora seu lado agressivo também aparecesse bastante”. (Rogério Meanda)


“Completamente Blue” (Rogério Meanda, Nilo Romero, George Israel, Cazuza)
“Esta música carrega o sentimento de angústia blasé de algumas pessoas diante do estilo de vida do fim do século XX. Você pode fazer o quiser, mas satisfação interior é cada vez mais difícil de ser conseguida. Penso que a maior virtude da canção é a perfeita combinação do clima da música com o da letra”. (Nilo Romero)

“Meu processo de criação com Cazuza sempre foi assim: eu entregava a fita com a melodia e ele colocava a letra. Morávamos na Gávea quando apresentei o George e o Nilo ao Cazuza. Ele ficou satisfeito. Nessa época, ele gostava muito de ir, à tarde, ao cinema. E contava que se emocionava. O Cazuza era muito emotivo. E acabou fazendo essa letra”. (Rogério Meanda)


“Quando estávamos na casa de Cazuza, chegava uma hora que ele sentava junto à máquina de escrever e saíam letras incríveis. Ele era mesmo muito talentoso. Com a espinha dorsal da melodia, fazia uma letra que se encaixava na canção. Seguia a melodia. E se precisasse esticá-la para dizer alguma coisa a mais, ele esticava. Mas depois mostrava para ver o que o parceiro achava”. (Rogério Meanda)


“O Nosso Amor a Gente Inventa (História Romântica)” (Rogério Meanda, Cazuza e João Rebouças) 
“Os versos de ‘O Nosso Amor a Gente Inventa’ são baseados no drama amoroso de um amigo. Eu vampirizo meus amigos”. (Cazuza)

Cazuza me deu essa letra logo depois de uma grande desilusão amorosa que sofri. Era completamente apaixonado e minha namorada foi embora sem dizer adeus. E era como se Cazuza estivesse me dizendo, na letra, coisas que eu deveria aprender com essa experiência. Fiz a música na praia. E fui cantando até em casa para não esquecer. Eu morava em Copacabana. Depois, procurei o João Rebouças e ele me ajudou a fazer o lado B. Foi uma época difícil para mim. E Cazuza escreveu minha história nessa canção”. (Rogério Meanda)



Segue com...
Cazuza 1987: Show no Teatro Ipanema - Parte 2


Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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