segunda-feira, 8 de abril de 2013

Barão Vermelho Ao Vivo: “Pro Dia Nascer Feliz” e “Por que A Gente é Assim”

Nesta postagem, eu registro as últimas quatro músicas do disco Ao Vivo do grupo Barão Vermelho. O disco foi gravado no Rock in Rio, em 1985. E ele é o último que conta com a participação de Cazuza.

Capa do disco Barão Vermelho - Ao Vivo no Rock in Rio
Barão Vermelho - Ao Vivo no Rock in Rio

Continuação de... 
Barão Vermelho Ao Vivo 2


“Por que A Gente é Assim” (Cazuza, Ezequiel e Frejat)
“Eu e Cazuza tínhamos esse bordão, que a gente repetia sempre que aprontava na noite. A letra nasceu numa madrugada de 1984. Foi numa noite em que estávamos loucos demais. Olhei para o Cazuza e disse: ‘Você sabe que eu tenho quatro versos que explicam isso?’ Os versos eram: ‘Canibais de nós mesmos / Antes que a terra nos coma / Cem gramas, sem dramas’. E Cazuza completou: ‘Por que a gente é assim?’. E ali mesmo começou a criar a letra, que eu considero o manifesto de uma geração. Cazuza logo teve a ideia de outra imagem forte: ‘Você tem exatamente três mil horas pra parar de me beijar’. Os meninos do Barão resistiram, no início, a esse versos, que remete, na verdade, a uma piada sobre homossexuais. Mas depois acabaram cedendo.” (Ezequiel Neves)



“Um Dia na Vida” (Cazuza e Maurício Barros)



“Menina Mimada” (Maurício Barros, Cazuza)



“Pro Dia Nascer Feliz” (Cazuza, Frejat)
“A noite é uma opção de vida. Gosto de acordar tarde e dormir com o sol nascendo. Por isso, ‘Pro Dia Nascer Feliz’ é a história da minha vida.” (Cazuza)

“O Ney chegou lá em casa, tocou a campainha. A empregada atendeu me acordou dizendo: ‘Ney Matogrosso está aí’. Eu resmunguei: ‘Traz a Gal Costa também’. E eu continuei dormindo. O Ney foi ao quarto e começou a bater na minha cara gritando para eu acordar e ganhar dinheiro. Ele ouviu o disco ‘Barão Vermelho 2’ e resolveu gravar ‘Pro Dia Nascer Feliz’. Eu disse: ‘Não. Pelo amor de Deus, é nossa música de trabalho. Grava outra’. Ele bateu pé. E acabou sendo nossa fada-madrinha. O Ney provou que o Barão é viável. E gravou o mesmo arranjo. Discutiu com a gravadora, que não queria botar a música de trabalho no disco dele, e soltou na rua”. (Cazuza)

“Foi importante que as pessoas começassem a procurar o disco da gente. O Barão era conhecido como grupo maldito. De repente, nosso segundo disco teria passado em branco se o Ney não comprasse essa barra.” (Frejat)


“É claramente a história de uma trepada que durou até o dia seguinte. Não tenho a menor ideia de com quem foi. E nem em que noite isso aconteceu... Mas nós dois sabíamos que essa música ia ser boa. Já pela letra no papel, sabíamos que ela iria funcionar.” (Frejat)

“Tem gente que se irrita porque eu canto que todo mundo vai pegar a sua pasta e ir pro trabalho de terno. E eu vou dormir depois de uma noite de trepadas incríveis. Mas o dia-a-dia não é poético. Todo mundo dando duro e a cada minuto alguém é assaltado ou atropelado. Então, vamos transformar esse tédio numa coisa maior. Li uma vez que você vive não quantas mil horas e pode resumir tudo em apenas cinco minutos. O resto é apenas dia-a-dia. Um olhar, uma lágrima que cai, um abraço... Isso é muito pouco na vida. Mas, para mim, é tudo. Eu prefiro não acreditar no Day after, no fim do mundo, no apocalipse. Um dia, ainda vou andar na nave espacial Columbus. Bêbado, lógico. Mas vou andar.” (Cazuza)

Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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