segunda-feira, 8 de abril de 2013

Barão Vermelho Ao Vivo: “Maior Abandonado” e “Subproduto de Rock (Geração do Rock)”

Este disco é o último do Barão Vermelho com sua primeira formação. Ele foi gravado durante a apresentação do grupo no Rock in Rio, em 1985. E nesta postagem, registro as primeiras cinco músicas do disco.

Barão Vermelho - Ao Vivo no Rock in Rio
Barão Vermelho - Ao Vivo no Rock in Rio


“Maior Abandonado” (Cazuza e Frejat)
“O maior abandonado é a pessoa de maior que está solta no mundo. Ele precisa de proteção do governo e não tem. É também aquele que está vivendo o trauma dos 18 anos. É quando você fica mais carente, porque sabe que está ficando mais velho e ainda não é muito safo.” (Cazuza)

“’Mentiras sinceras me interessam’, um verso da música, é uma discreta e candente referência ao estertor da carência afetiva. Parece um cara, às cinco horas da manhã, andando pelas ruas, sozinho, atrás de uma mulher. E dali sai um grande amor. O grande amor da sua vida. Pura ilusão.” (Cazuza)

“Recebi carta de um garoto de Porto Alegre. Perguntou se eu não tinha consciência de que estava pirando a cabeça de todo mundo. Escrevi para ele dizendo: esquece. Não quero mudar a cabeça de ninguém. Estou falando da minha vida. E levando a vida na arte. Acho que não tem nada melhor nem mais bonito do que contar sobre a minha vida.” (Cazuza)

“O menor abandonado é um problema social. Mas no fundo quase todos nós somos ‘maiores abandonados’ no sentido afetivo. Nessa de querer ficar com qualquer um, com qualquer pessoa, só para não ficarmos sozinhos. Porque 99,9% da população é ou já foi algum dia um maior abandonado.” (Cazuza e Frejat)



“Milagres” (Cazuza, Denise Barroso e Frejat)
“Os versos desta música, que falam ‘a fome está em toda parte, mas a gente come, levando a vida na arte’ são cruelmente verdadeiros. Pois o garotinho chega ao bar, morto de fome, vendendo drops, e a gente comendo um filé enorme”. (Cazuza)

“Do segundo disco do Barão Vermelho em diante, Cazuza começou a compor com outras pessoas. Não me importava. Mas, às vezes, ficava chateado quando pegava uma letra que já tinha me mostrado e dava para outra pessoa. Ao compor Milagres com Denise Barroso – irmã de Julio Barroso, já falecida, e ex-integrante do grupo Gang 90 – para o terceiro disco do Barão, eu despertei a curiosidade de Cazuza. Ele queria saber como estava a letra. Deixei uma fita com ele, que melhorou algumas coisas na letra. Denise era uma pessoa queridíssima nossa. E Cazuza estava louco para participar. Ele não ia querer ficar de fora dessa parceria. E como tinha uma capacidade maravilhosa de escrever, acabou entrando nela.” (Frejat)



“Subproduto de Rock (Geração do Rock)” (Cazuza e Frejat)
“Nós ficamos bastante preocupados ao receber o convite da Rede Globo, em 1984, para que o Barão participasse da segunda edição do especial infantil ‘Plunct Plact Zoom’. Achávamos que a nossa apresentação poderia ficar boba, idiota. Acabamos aceitando. E assim nasceu ‘Subproduto de Rock’. Em algumas edições esta música saiu com o subtítulo ‘Geração do Rock’. E foi do Cazuza a ideia de fazer uma letra com o espírito rebelde do rock para livrar a cara dos barões de patrulhamentos que poderiam ocorrer. Ele criou a história do moleque que desafia a mãe. E rimou rock com nhoque de forma sensacional.” (Frejat)



“Sem Vergonha” (Cazuza e Frejat)
“Cazuza gostava muito de cantar a música. Os versos de ‘Sem Vergonha’ traduzem o universo passional de Cazuza. A letra tem a ver com aqueles desencontros de bar e de noite. Você sai com uma pessoa. E ela fica fazendo pirraça pra lá e charme prá cá. E no dia seguinte, você dá na cara dela. Por ser uma das músicas preferidas de Cazuza, ‘Sem Vergonha’ teve presença garantida em toda a turnê de lançamento do disco Maior Abandonado.” (Frejat)



“Narciso” (Cazuza e Frejat)




Segue com...
Barão Vermelho Ao Vivo 2

Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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