domingo, 7 de abril de 2013

Barão Vermelho: Maior Abandonado - “Por que A Gente é Assim” e “Bete Balanço”

“Esse disco foi o primeiro produzido só por nós e pelo Ezequiel Neves. Por isso, saiu exatamente do jeito que a gente queria, com músicas e arranjos escolhidos por nós. Sabemos muito bem o que nosso público espera, pois testamos sempre nossas músicas ao vivo antes de gravá-las.” (Frejat)

Capa do disco Maior Abandonado, lançado pelo Barão Vermelho em 1984
Barão Vermelho - Maior Abandonado (1984)

Continuação de...
Barão Vermelho: Maior Abandonado - Parte 1


“Não Amo Ninguém” (Cazuza, Ezequiel e Frejat)
“A canção nasceu no frio de Porto Alegre, entre goles de conhaque. Letra e música nasceram praticamente juntas. Cazuza tinha o rascunho de um começo de letra, ao bater na porta do meu quarto no hotel. Estava tão frio que não dava nem para sair. E, então, começamos a compor. O Ezequiel Neves entrou na parceria porque vivia repetindo a frase que dá título à canção.” (Frejat)

“Além de ser um blues magistral do Frejat, essa música tem uma letra pungente do Cazuza, com poucas interferências minhas.” (Ezequiel Neves)



“Por que A Gente é Assim” (Cazuza, Ezequiel e Frejat)
“Eu e Cazuza tínhamos esse bordão, que a gente repetia sempre que aprontava na noite. A letra nasceu numa madrugada de 1984. Foi numa noite em que estávamos loucos demais. Olhei para o Cazuza e disse: ‘Você sabe que eu tenho quatro versos que explicam isso?’ Os versos eram: ‘Canibais de nós mesmos / Antes que a terra nos coma / Cem gramas, sem dramas’. E Cazuza completou: ‘Por que a gente é assim?’. E ali mesmo começou a criar a letra, que eu considero o manifesto de uma geração. Cazuza logo teve a ideia de outra imagem forte: ‘Você tem exatamente três mil horas pra parar de me beijar’. Os meninos do Barão resistiram, no início, a esse versos, que remete, na verdade, a uma piada sobre homossexuais. Mas depois acabaram cedendo.” (Ezequiel Neves)



“Narciso” (Cazuza e Frejat)



“Nós” (Cazuza e Frejat)
“O Léo Jaime havia avisado que no Barão Vermelho tinha um cara muito inteligente chamado Frejat. Lembro as palavras: ‘É um cara que usa um topete horroroso!’ No final do nosso primeiro ensaio, eu e Frejat nos olhamos na hora de ir embora e eu perguntei: ‘Qual é o teu telefone’. Trocamos os números. Liguei e Frejat logo falou: ‘Vem pra cá!’. Fui na casa dele com uma letra e conversamos sobre o que cada um de nós gostava de música. Lembro-me que entre as preferências dele estavam Led Zeppelin e Bob Dylan. Ele adorava Bob Dylan! E eu disse as minhas: Maysa e Dalva de Oliveira’. E senti que ele era inteligente. Não era um garotão desses. E ele me respeitava muito. No dia seguinte, ele ligou: ‘Vem pra cá!’. Cheguei e a melodia de ‘Nós’ estava. Foi nossa primeira parceria.” (Cazuza)



“Dolorosa” (Cazuza e Frejat)



“Bete Balanço” (Cazuza e Frejat)
“É uma música encomendada. O pessoal da Embrafilme me chamou, deu o perfil da personagem de Débora Bloch. E eu fui em cima. Mas a Bete Balanço só tem a ver comigo na medida em que eu também sou jovem e estou começando.” (Cazuza)

“Nesse caso, a música saiu antes da letra.” (Frejat)


Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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