sexta-feira, 5 de abril de 2013

Primeiro Disco do Barão Vermelho (1982): “Por Aí”, “Ponto Fraco” e “Todo Amor que Houver Nessa Vida”

“Para compor, não planejo absolutamente nada. Acho que sou a pessoa mais desorganizada que alguém possa imaginar. Tudo acontece de supetão. Porque nunca sei como a coisa vai sair. Agora quando a inspiração vem, sou super Caxias mesmo, muito sistemático...” (Cazuza)


Continuação de...

Capa do Primeiro Disco do Barão Vermelho (1982)
Primeiro Disco do Barão Vermelho (1982)


“Rock’ n Geral” (Guto Goffi, Cazuza)
“O Cazuza não me contou muito a respeito da letra. Mas acredito que retratava o nosso estado de vida. Essa coisa de rock, de viajar na história dos nossos shows, da estrada. Nada além disso.” (Frejat)



“Ponto Fraco” (Cazuza, Frejat)
“O extravagante Cazuza gostava mesmo era de derramar seus sentimentos pelos versos das canções. No mesmo estilo dor-de-cotovelo cantado por seus ídolos Dolores Duran e Lupicínio Rodrigues.”



“Por Aí” (Frejat, Cazuza)
“Trata-se sim de uma letra autobiográfica. Os versos ‘torcendo cacho’ e ‘roendo a mão’ eram tiques nervosos de Cazuza. Esta canção foi criada seguindo o ritual que Frejat e Cazuza estabeleceram ao descobrir que poderiam ser parceiros não só no palco, mas também na criação do que o Barão Vermelho deveria cantar. Durante boa parte do ano de 1982, Frejat, que morava no Flamengo, acordava todos os dias e pegava um ônibus. Dirigia-se à Ipanema, bairro em que Cazuza vivia. Na maioria das vezes, acordava o amigo.”

“A gente acendia um baseado e ia para a praia. No fim da noite, o Cazuza me dava uma letra ou uma ideia de letra. Eu ia trabalhar a melodia. No dia seguinte, eu o acordava pelo telefone ou ia até a casa dele e mostrava ao violão o que tinha feito. Era uma rotina meio trabalho meio férias.” (Frejat)



“Todo Amor que Houver Nessa Vida” (Frejat, Cazuza)
“Em julho de 1983, Caetano Veloso incluiu a canção no show ‘Uns’. Foi uma ajuda fundamental para popularizar o Barão Vermelho.”

“A música ‘Todo Amor que Houver Nessa Vida’ é uma obra-prima. O Cazuza era um romântico autêntico. Isso foi o que deu à poesia dele um poder de comoção muito grande. Porque ele era cem por cento autêntico e isso a gente sentia. Ele entrou na MPB com uma marca enormemente original. E seu trabalho com o Barão e, depois, sozinho representa uma coisa grande. E com papel importante no desenvolvimento da música popular brasileira.” (Caetano Veloso)

“Nessa época, nós não tínhamos a menor ideia da dimensão que esse repertório iria tomar. Na verdade, quando fizemos essas músicas, elas foram gravadas quatro ou cinco meses antes de estourarem. E um ano antes de o Caetano se pronunciar. Nós estávamos felizes, mas não tínhamos a menor ideia do que estava acontecendo. A letra é a cara da geração da gente. E a música é um new wave travado pra caralho. Como letra escapa do universo roqueiro. Mas foi muito mal tocada.” (Frejat)



“Bilhetinho Azul” (Cazuza, Frejat)
“Em São Paulo, passeando de carro com a Patrícia Casé, escutei ‘Bilhetinho Azul’ e chorei. Chorei dentro do carro. Fiquei apaixonado, maravilhado.” (Caetano Veloso)



Comentários retirados do livro “Preciso Dizer que Te Amo – Todas as Letras do Poeta”

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