quinta-feira, 31 de maio de 2012

Circulo Militar de Buenos Aires - Antigo Palácio Paz

O Palácio Paz, atual Círculo Militar, é um dos edifícios mais notáveis no estilo "beaux arts", do início do século XX (Escola de Bellas Artes de Paris). É provavelmente a maior residência particular já construída em Buenos Aires

O jazigo da família Paz é um dos mais importantes do Cemitério da Recoleta. Foi erguido após a morte trágica de seu filho.  

Sala de Espelhos do Palácio Paz, em Buenos Aires
Sala de Espelhos do Palácio Paz


José Clemente Paz e O Diário La Prensa

José Clemente Paz (1842-1912) foi escritor, deputado e diplomata. Fundou o diário "La Prensa". Passou vários anos na Europa, a partir de 1882. 

Paz retornou, em 1894, e conduziu a construção da nova base do diário. Este se tornou o edifício jornalístico mais importante do mundo, naquele momento. Destacava-se pelo tamanho, complexidade, qualidades técnicas e artísticas. Tudo veio de Paris. 


No início do século XX, José C. Paz deixou o diário aos cuidados do filho Ezequiel P. Paz (1870-1949). Regressou à França, onde desfrutou todo o apogeu da "belle époque" e planejou a construção de sua grande residência portenha. 

Ezequiel Paz presidiu o diário "La Prensa", até 1942. Este foi o período de maior apogeu econômico da empresa familiar.  

Sala de Jantar do Palácio Paz, Buenos Aires
Sala de Jantar do Palácio Paz, Buenos Aires



O Arquiteto e A Construção

Louis-Marie Henri Sorthais (1860-1911) foi o arquiteto eleito para planejar o palácio. Formou-se na Escola de Bellas Artes de Paris. E obteve o Gran Prix de Rome, em 1890. 

Ele concebeu um espetacular edifício, de imponentes dimensões. Havia entradas pela Avenida Santa Fé e Marcelo T. de Alvear, além de um acesso pela Rua Maipu. 

O interior do Palácio Paz recria estilos históricos, desde a Idade Média até o Segundo Império. São dez séculos de arquitetura francesa.
 

Um dos Corredores do Palácio Paz, em Buenos Aires
Um dos Corredores do Palácio Paz


A Morte de José C. Paz e A Divisão do Palácio

José Paz pretendia que sua residência fosse uma versão argentina do Palácio do Eliseo. O prédio reflete ainda suas aspirações presidenciais. Mas quando faleceu, em 1912, ele ainda não estava pronto. 

O Palácio Paz foi ocupado no início da I Guerra Mundial. Ezequiel ocupou a área sobre a Marcelo T. Alvear. A irmã, Zelmira, a ala sobre a Santa Fé. E o filho desta, Alberto Gainza Paz, o setor sobre a Maipu. 

Zelmira Paz foi casada primeiro com o engenheiro Alberto Ganza. E depois, com Aarón Anchorena. Reunia em sua casa as mais diversas personalidades da política, das letras e das artes, emulando o estilo da vida de salão, do qual participou na França. 


O Palácio Paz foi vendido ao Estado argentino em 1938, sendo ocupado, atualmente, pelos militares.


A Entrada do Atual Círculo Militar de Buenos Aires
A Entrada do Atual Círculo Militar

Localização: Avenida Santa Fe, 750, Retiro. 
Site: www.circulomilitar.org


Veja também...
Palácios, Plaza San Martín e Torre Monumental, Buenos Aires

22 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Recoleta e Retiro +++

Comunicam-se pelas avenidas Alvear e Del Libertador.
Os bairros caracterizam-se pelo contexto seleto e refinado.
A opulência de muitas edificações coroa este refinamento.
Vemos isso em igrejas, palácios e torres.
E até em um cemitério – um autêntico museu a céu aberto.

As terras altas despertaram o interesse da alta sociedade portenha.
Durante a epidemia de febre amarela, no século XIX.
O temor da enfermidade levou ao êxodo das famílias mais abastadas.
Estas viviam dispersas de sul a norte, pela metrópole.
Isso explica o perfil da área que compreende, hoje, Recoleta e Retiro.
Que passou a ser conhecida como a pequena Paris.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio de la Recoleta +++

A fachada reúne colunas dóricas na entrada da Rua Junín.
Mas são os muros de tijolos vermelhos que cercam o perímetro.
Dentro deles, uma série de imponentes mausoléus.
Em meio a ermas ruas ou a avenidas ladeadas por árvores.

Esta cidade dos mortos tem mais de 46 mil metros quadrados.
E era uma das meninas dos olhos de Tocuato de Alvear.
O leito derradeiro do prefeito modernizador está bem ali.
Próximo ao pórtico de entrada do Cemitério da Recoleta.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Ricos e O Cementerio de la Recoleta +++

Quase todos os sepultados eram ricos.
E tão importante quanto à riqueza era o sobrenome.
Entre eles, há presidentes argentinos.
Como Bartolomé Mitre, Domingo F. Sarmiento e Hipólito Yrigoyen.
Militares, como Guilhermo Brown e Julio Argentino Roca.
Além de artistas e figuras literárias:
Adolfo Bioy Casares, Cândido López, José Hernández, Victória Ocampo.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Boxeador e O Cementerio de la Recoleta +++

Luis Angel Firpo (1894-1960), boxeador, tinha origem humilde.
Mas tinha o influente oligarca Félix Bunge como padrinho.
O “touro selvagem dos pampas” quase trucidou Jack Dempsey.
A luta ocorreu no Polo Grounds, em Nova York, em 1923.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio de la Recoleta e Evita Perón +++

Ali, sepultou-se, definitivamente, Evita Perón.
Evita nunca escondeu a hostilidade contra a elite argentina.
E sua simples presença envergonha os oligarcas ali enterrados.

Eva era a filha ilegítima e ressentida do fazendeiro Juan Duarte.
Agora, ela compartilha o jazigo com o pai que a renegou.
Uma simples parca marca o derradeiro local de descanso de Evita.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórias do Cementerio de la Recoleta +++

O Cemitério da Recoleta destaca-se pelas esculturas.
E pela qualidade arquitetônica.
Também abriga histórias de amor, paixões e traições.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Celebridades no Cementerio de la Recoleta +++

O local converteu-se em monumento histórico.
Dado o valor artístico e a relevância de suas tumbas.
Trata-se de um verdadeiro museu a céu aberto...

Ex-presidentes, heróis nacionais e celebridades descansam ali.
Com destaque à célebre Eva Perón.
Mas outras tumbas despertam singular magnetismo...

Como a de Liliana Crociati.
Ela faleceu aos 26 anos, durante a lua de mel.
A abóboda neogótica reproduz o dormitório da jovem.
Em frente, há uma escultura dela, em bronze.
Com vestido de noiva e acompanhada do mascote.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ História dos Cemitérios de Buenos Aires +++

Na Buenos Aires antiga, não havia cemitérios.
Sepultavam-se os mortos nas igrejas.
Ou fora da cidade.
Mas o aumento da população exigiu novas medidas.
E em 1822, inaugurou-se o Cementerio Del Norte.
Onde ficava o pomar dos frades recoletos.
O intendente Torcuato de Alvear deu à necrópole atmosfera distinta.
Ao realizar uma série de obras e dotar o local com esculturas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Pórtico do Cementerio de la Recoleta +++

O pórtico serve de acesso principal ao cemitério.
E surgiu quando se ordenou o remodelamento do prédio.
São quatro colunas em estilo grego.
Sobre elas, lê-se “Requiescat in pace” (Descansem em paz).
No lado interno, outra frase.
Esta, atribuída aos mortos:
“Expectamus dominum” (Esperamos o Senhor).

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inimigos no Cementerio de la Recoleta +++

Domingo F. Sarmiento e Fagundo Quiroga foram grandes rivais.
Hoje, o ex-presidente e o caudilho dividem a mesma morada.
E os túmulos ficam distantes poucos metros um do outro.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mausoléus do Cementerio de la Recoleta +++

Federico Leloir recebeu o Prêmio Nobel de Química.
Seu mausoléu conta com um coreto.
Que coroa a abóboda e apresenta um Cristo.

Também se destaca o mausoléu de Luís María Campos.
Belas esculturas adornam o sepulcro do tenente coronel.

A mais antiga tumba é também uma das mais singelas.
Ela guarda os restos mortais de Remedios de Escalada.
Esposa do general San Martín.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácios Suntuosos de Recoleta e Retiro +++

Muitas residências do Retiro testemunham a riqueza.
Da Belle Époque do final do século XIX.
O mesmo acontece na Recoleta.
Isso confere a característica de exclusividade destes bairros.
Com elegantes ruas e avenidas que alimentam esse glamour.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

++++ Palácios na Recoleta ++++

O Palacio Ortiz Basualdo, desde 1939, abriga a Embaixada da França.
O notável edifício, originalmente, foi uma mansão aristocrática.
Este “hotel particular” pertenceu à família Ortiz Basualdo.

Com projeto de 1912, a construção prolongou-se até 1918.
Em 1925, serviu de residência oficial a um ilustre visitante.
Eduardo de Windsor, Príncipe de Gales, passou uma temporada ali.

Até a primavera de 2014, foi mais de um ano de restauração.
Para o prédio recuperar todo o explendor de suas fachadas.
A entrada principal, os salões de recepção e o mobiliário.

A antiga residência fica a poucos metros de outros palácios.
Como Álzaga Unzué, Casey, Fernández Anchorena e Pareda.
Todos na zona norte da cidade de Buenos Aires.

Para muitos o Palacio Dahau é o expoente máximo de um período.
A residência é o maior representante da Belle Époque portenha.
Um dos últimos exemplos de prédios posteriores ao neoclassicismo.

O Palacio Dahau insere-se no estilo vitoriano tardio.
Com inspiração no castelo de Marais (Ile-de-France).

Palacio Ortiz Basualdo – Calle Cerrito, 1399.
Palacio Dahau – Avenida Alvear, 1661.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ As Mansões do Retiro +++

O Palacio San Martín encabeça as majestosas residências.
Que se localizam em frente a Plaza San Martín.

O destaque é o Palácio Paz, na Avenida Santa Fé, 750.
Desde 1938, o prédio abriga o Círculo Militar.
Ali, também funciona o Museo de Armas de La Nación.

A inspiração da fachada externa foi o Palácio de Chantilly.
E em uma das frentes do Palácio do Louvre.

Outro edifício icônico é o Palacio Haedo, na Santa Fé, 690.
Desde 1935, sedia a Adminstração de Parques Nacionais.
Hoje, o edifício é um Monumento Histórico Nacional.

O Plaza Hotel Buenos Aires fica na Calle Florida, 1005.
O edifício de 1909 é uma joia arquitetônica em aço.
Cuja decoração já se comparou aos salões de Versalles.

Por fim, a Mansão Bencich.
Em estilo eclético e inspiração francesa.
Fica na Calle Maipú, 972, a meia quadra da praça.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín +++

Em torno dela estão algumas das mais extravagantes mansões.
Da época de ouro da Argentina.
De pessoas como o magnata da imprensa José C. Paz.
Ele inspirou-se no Louvre para construir seu palacete.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín +++

Fica em um terreno em declive.
Num dos extremos da praça, fica o monumento a San Martín.
É o primeiro monumento equestre da cidade de Buenos Aires.
Suba as escadarias do parque e aprecie a Torre de Los Ingleses.
Já na Avenida Del Libertador fica o monumento em tributo.
Aos combatentes que morreram na Guerra das Malvinas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín +++

É um das mais belas praças da cidade.
Estende-se sobre um barranco, que já margeou o Rio da Prata.
Hoje, oferece vista a pontos que se sobressaem no horizonte.
São torres, edifícios e palácios.
Além de dois monumentos em homenagem aos Heróis da Pátria.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín: História +++

Este ponto da cidade viveu sucessivas transformações.
Desde que um monge se retirou, ali, para meditar.
E isto originou o nome do bairro portenho do Retiro.

A praça, primeiro, serviu como mercado e alojamento de escravos.
Mais tarde, o local foi uma concorrida praça de touros.
E depois, abrigaria o Regimiento de Granaderos a Caballo.

No fim do século XIX, começou a ganhar a atual fisionomia.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín: Monumentos +++

O cenotáfio fica na Avenida Del Libertador.
E homenageia os mortos na Guerra das Malvinas, em 1982.
As 25 placas de mármores têm os nomes dos 649 combatentes.
Soldados guarnecem a Chama Eterna.

No outro extremo da praça, fica o monumento a San Martín.
A obra de 1862 é o primeiro monumento equestre da Argentina.
O General San Martín aponta a Cordilheira dos Andes.
E mostra a rota da campanha libertadora argentina.
O monumento fica na Avenida Santa Fé.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Torre de los Ingleses +++

A torre de relógio fica na antiga Plaza Britania.
E a comunidade inglesa doou-a durante a I Guerra Mundial.
Com a Guerra das Malvinas, em 1982, a praça mudou de nome.
Passou a se chamar Plaza Fuerza Aérea Argentina.
Uma referência à força aérea.
Único braço das forças armadas com desempenho louvável na guerra.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Torre Monumental: O Presente Britânico +++

O monumento foi um presente dos britânicos residentes no país.
Por ocasião do primeiro centenário da Revolução de Maio de 1810.
Fica na Plaza Fuerza Aérea Argentina.
Era conhecido como Torre de Los Ingleses.
E mudou o nome após a Guerra das Malvinas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Torre Monumental: A Construção +++

Com 60 metros de altura, tem estilo renascentista.
E um mirante que permite avistar o bairro e o terminal ferroviário.
No piso acima, instalaram os relógios da torre.
São pequenas réplicas dos que estão no Big Ben, em Londres.
A inauguração ocorreu em 24 de maio de 1916.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

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