quarta-feira, 16 de maio de 2012

Museu Nacional de Belas Artes, Buenos Aires

O MNBA foi inaugurado em 1896. Até 1910, funcionou na Calle Florida. Mudou-se, então, para a Plaza San Martin. E em 1910, foi realizada uma grande exposição, comemorando os 100 anos de Independência. Desde o início, houve uma evidente predileção por obras francesas. Numa época em que o acervo era ordenado por gênero e não por cronologia.

A Fachada do Museu Nacional de Belas Artes

Hoje, o principal museu de Buenos Aires está instalado em um modesto prédio, em frente a Plaza Francia e 500 metros ao norte do Cemitério da RecoletaO prédio do século XIX abrigava a casa das bombas para o sistema de águas da cidade. As reformas realizadas durante a década de 1930 tiveram resultados controversos. Se a fachada não agrada a muitos, o interior transformado mostrou-se apropriadamente iluminado para a exposição permanente do patrimônio nacional. 

O aspecto "nacional" do MNBA, porém, é um tanto enganoso. Os artistas argentinos contemporâneos como Berni, Ferrari e Quinquela Martín não constituem o foco das coleções. O acervo é predominantemente europeu, com obras de Rodin, Monet, Renoir, Van Gogh, El Greco e Goya. E a influência europeia sobre a arte argentina em exposição é evidente.  

Mesmo assim, o MNBA abriga a mais importante coleção de arte argentina, com obras de forte apelo social. No térreo, um belo acervo de arte, quase todo de artistas europeus. No andar superior, você verá uma seleção de importantes artistas argentinos. 

Localização: Avenida del Libertador 1473. 

Site: www.mnba.org.ar

Veja também...
Museu Nacional de Belas Artes e Plaza Francia

31 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo de Bellas Artes de La Boca +++

Fica no segundo e terceiro andar de uma escola primária.
Ali, encontram-se oito salas com obras de artistas argentinos.
Com destaque para as esculturas que ficam nos terraços.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo de Bellas Artes Quinquela Martín +++

Conta com a mais ampla coleção de óleos do artista.
Ele retratou como ninguém a vida portuária boquense.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Benito Quinquela Martín +++

Nasceu em 1890 e passou a infância em um orfanato.
Enfim, um casal de imigrantes o adotou.
E Quinquela Martín passou a viver em La Boca.
Trabalhou no cais do porto.
Decidiu dedicar a vida a “sostener” a identidade dessa vida.

O pintor fundou o museu em 1938.
Doou 50 gravuras e 27 óleos.
Cedeu espaço à obra de outros artistas locais.
Bem como a peças de grande originalidade.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Crepúsculo” e Benito Mussolini +++

“Crepúsculo” é uma das obras mais famosas de Quinquela Martín.
Contam que Benito Mussolini viu a obra, em Roma, em 1929.
E ofereceu ao pintor um cheque em branco.
O próprio Quinquela Martín colocaria, ali, o preço.
Mas o artista se recusou, por razões patrióticas.
E trouxe a obra de volta para Buenos Aires.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Berni e Sívori: Museo de La Boca +++

No segundo piso do museu, há obras de outros artistas.
São pintores figurativos argentinos dos séculos XIX e XX.
Quinquela buscava criar um amplo panorama.
E colaborar para forjar um sentimento de pertencimento ao país.
A arte para ele era um fator decisivo em tais processos.
Aprecie “La Muerte Del Marino”, de Eduardo Sívori.
E “El Niño y Su Moneda”, de Antonio Berni.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Máscaras de Proa no Museo de La Boca +++

São esculturas de madeira de artesãos anônimos.
As técnicas que usavam eram de transmissão oral.
As máscaras ficavam na parte dianteira dos navios.
No caso, dos que navegavam no Riachuelo.

Quinquela recebeu 32 doações, de 1930 a 1935.
O Museu de Arte Naval dos EUA queria comprar a coleção.
Em 1937, oferece 100 mil pesos argentinos.
Na época, uma fortuna.

Quinquela recusou a tentadora oferta.
As máscaras eram as primeiras mostras de arte do bairro.
Eram esculturas de 1840 em diante.
Destaque para “Angélica Esposa” e “Doña María”.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Terraço do Museu de La Boca +++

Ponto mais alto do Museo de Bellas Artes de La Boca.
Reúne 150 esculturas ao ar livre.
Você pode rodea-las em 180 graus.
E assim apreciar o trabalho tridimensional de grandes artistas.
Destaque a Francisco Cafferata, primeiro escultor argentino.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Calle Florida +++

O calçadão estende-se por dez quadras ao norte.
E é o eixo do Microcentro de Buenos Aires com o bairro Retiro.
A Calle Florida não é mais, porém, a área de compras da elite.
A filial da Harrods, por exemplo, separou-se da matriz nos anos 1960.
E o piso térreo da loja segue vago desde o fechamento, nos anos 1990.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Florida: Corredor Peatonal +++

É o local para fazer compras no bairro San Nícolas.
Muito transitada, concentra extensa oferta comercial.
Ao longo de quase 15 quadras.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Recoleta e Retiro +++

Comunicam-se pelas avenidas Alvear e Del Libertador.
Os bairros caracterizam-se pelo contexto seleto e refinado.
A opulência de muitas edificações coroa este refinamento.
Vemos isso em igrejas, palácios e torres.
E até em um cemitério – um autêntico museu a céu aberto.

As terras altas despertaram o interesse da alta sociedade portenha.
Durante a epidemia de febre amarela, no século XIX.
O temor da enfermidade levou ao êxodo das famílias mais abastadas.
Estas viviam dispersas de sul a norte, pela metrópole.
Isso explica o perfil da área que compreende, hoje, Recoleta e Retiro.
Que passou a ser conhecida como a pequena Paris.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio de la Recoleta +++

A fachada reúne colunas dóricas na entrada da Rua Junín.
Mas são os muros de tijolos vermelhos que cercam o perímetro.
Dentro deles, uma série de imponentes mausoléus.
Em meio a ermas ruas ou a avenidas ladeadas por árvores.

Esta cidade dos mortos tem mais de 46 mil metros quadrados.
E era uma das meninas dos olhos de Tocuato de Alvear.
O leito derradeiro do prefeito modernizador está bem ali.
Próximo ao pórtico de entrada do Cemitério da Recoleta.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Ricos e O Cementerio de la Recoleta +++

Quase todos os sepultados eram ricos.
E tão importante quanto à riqueza era o sobrenome.
Entre eles, há presidentes argentinos.
Como Bartolomé Mitre, Domingo F. Sarmiento e Hipólito Yrigoyen.
Militares, como Guilhermo Brown e Julio Argentino Roca.
Além de artistas e figuras literárias:
Adolfo Bioy Casares, Cândido López, José Hernández, Victória Ocampo.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Boxeador e O Cementerio de la Recoleta +++

Luis Angel Firpo (1894-1960), boxeador, tinha origem humilde.
Mas tinha o influente oligarca Félix Bunge como padrinho.
O “touro selvagem dos pampas” quase trucidou Jack Dempsey.
A luta ocorreu no Polo Grounds, em Nova York, em 1923.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio de la Recoleta e Evita Perón +++

Ali, sepultou-se, definitivamente, Evita Perón.
Evita nunca escondeu a hostilidade contra a elite argentina.
E sua simples presença envergonha os oligarcas ali enterrados.

Eva era a filha ilegítima e ressentida do fazendeiro Juan Duarte.
Agora, ela compartilha o jazigo com o pai que a renegou.
Uma simples parca marca o derradeiro local de descanso de Evita.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórias do Cementerio de la Recoleta +++

O Cemitério da Recoleta destaca-se pelas esculturas.
E pela qualidade arquitetônica.
Também abriga histórias de amor, paixões e traições.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Celebridades no Cementerio de la Recoleta +++

O local converteu-se em monumento histórico.
Dado o valor artístico e a relevância de suas tumbas.
Trata-se de um verdadeiro museu a céu aberto...

Ex-presidentes, heróis nacionais e celebridades descansam ali.
Com destaque à célebre Eva Perón.
Mas outras tumbas despertam singular magnetismo...

Como a de Liliana Crociati.
Ela faleceu aos 26 anos, durante a lua de mel.
A abóboda neogótica reproduz o dormitório da jovem.
Em frente, há uma escultura dela, em bronze.
Com vestido de noiva e acompanhada do mascote.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ História dos Cemitérios de Buenos Aires +++

Na Buenos Aires antiga, não havia cemitérios.
Sepultavam-se os mortos nas igrejas.
Ou fora da cidade.
Mas o aumento da população exigiu novas medidas.
E em 1822, inaugurou-se o Cementerio Del Norte.
Onde ficava o pomar dos frades recoletos.
O intendente Torcuato de Alvear deu à necrópole atmosfera distinta.
Ao realizar uma série de obras e dotar o local com esculturas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Pórtico do Cementerio de la Recoleta +++

O pórtico serve de acesso principal ao cemitério.
E surgiu quando se ordenou o remodelamento do prédio.
São quatro colunas em estilo grego.
Sobre elas, lê-se “Requiescat in pace” (Descansem em paz).
No lado interno, outra frase.
Esta, atribuída aos mortos:
“Expectamus dominum” (Esperamos o Senhor).

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inimigos no Cementerio de la Recoleta +++

Domingo F. Sarmiento e Fagundo Quiroga foram grandes rivais.
Hoje, o ex-presidente e o caudilho dividem a mesma morada.
E os túmulos ficam distantes poucos metros um do outro.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mausoléus do Cementerio de la Recoleta +++

Federico Leloir recebeu o Prêmio Nobel de Química.
Seu mausoléu conta com um coreto.
Que coroa a abóboda e apresenta um Cristo.

Também se destaca o mausoléu de Luís María Campos.
Belas esculturas adornam o sepulcro do tenente coronel.

A mais antiga tumba é também uma das mais singelas.
Ela guarda os restos mortais de Remedios de Escalada.
Esposa do general San Martín.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo Nacional de Bellas Artes +++

É o museu de arte mais importante da Argentina.
Com uma coleção de obras que abrange a arte antiga e da Ásia.
Além de arte pré-hispânica e colonial.
Assim como peças do século XII à atualidade.
O museu expõe cerca de mil obras de um acervo de 13 mil.
O mais importante patrimônio artístico público da América Latina.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo Nacional de Bellas Artes: História +++

No Natal de 1896, inaugurou-se o museu.
A partir de um decreto presidencial do ano anterior.
O local reúne o maior patrimônio cultural público da Argentina.
Mas as primeiras doações vieram de coleções privadas.
E reunia, a princípio, 163 obras.
A sede ficava onde hoje se encontram as Galerías Pacífico.
Em 1909, mudou-se para um prédio no Retiro.
E passou para o local atual, na Recoleta, em 1933.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácios Suntuosos de Recoleta e Retiro +++

Muitas residências do Retiro testemunham a riqueza.
Da Belle Époque do final do século XIX.
O mesmo acontece na Recoleta.
Isso confere a característica de exclusividade destes bairros.
Com elegantes ruas e avenidas que alimentam esse glamour.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

++++ Palácios na Recoleta ++++

O Palacio Ortiz Basualdo, desde 1939, abriga a Embaixada da França.
O notável edifício, originalmente, foi uma mansão aristocrática.
Este “hotel particular” pertenceu à família Ortiz Basualdo.

Com projeto de 1912, a construção prolongou-se até 1918.
Em 1925, serviu de residência oficial a um ilustre visitante.
Eduardo de Windsor, Príncipe de Gales, passou uma temporada ali.

Até a primavera de 2014, foi mais de um ano de restauração.
Para o prédio recuperar todo o explendor de suas fachadas.
A entrada principal, os salões de recepção e o mobiliário.

A antiga residência fica a poucos metros de outros palácios.
Como Álzaga Unzué, Casey, Fernández Anchorena e Pareda.
Todos na zona norte da cidade de Buenos Aires.

Para muitos o Palacio Dahau é o expoente máximo de um período.
A residência é o maior representante da Belle Époque portenha.
Um dos últimos exemplos de prédios posteriores ao neoclassicismo.

O Palacio Dahau insere-se no estilo vitoriano tardio.
Com inspiração no castelo de Marais (Ile-de-France).

Palacio Ortiz Basualdo – Calle Cerrito, 1399.
Palacio Dahau – Avenida Alvear, 1661.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza Intendente Alvear +++

Obra do arquiteto paisagista francês Carlos Thais.
Abriga tradicional feira de artesanato nos fins de semana.
Em frente à praça, a sombra de um frondoso gomero.
E La Biela, um dos cafés de grife da cidade.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza Torcuato de Alvear (Plaza Francia) +++

É um bom ponto de partida para um passeio pela Recoleta.
Desfrute de um café em La Biela.
Com vista para a Basílica Nuestra Señora Del Pilar.
Dentro, aprecie as fotos de Adolfo Bioy Casares, escritor.
Para um livro do amigo – e também escritor, Jorge Luis Borges.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín +++

Em torno dela estão algumas das mais extravagantes mansões.
Da época de ouro da Argentina.
De pessoas como o magnata da imprensa José C. Paz.
Ele inspirou-se no Louvre para construir seu palacete.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín +++

Fica em um terreno em declive.
Num dos extremos da praça, fica o monumento a San Martín.
É o primeiro monumento equestre da cidade de Buenos Aires.
Suba as escadarias do parque e aprecie a Torre de Los Ingleses.
Já na Avenida Del Libertador fica o monumento em tributo.
Aos combatentes que morreram na Guerra das Malvinas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín +++

É um das mais belas praças da cidade.
Estende-se sobre um barranco, que já margeou o Rio da Prata.
Hoje, oferece vista a pontos que se sobressaem no horizonte.
São torres, edifícios e palácios.
Além de dois monumentos em homenagem aos Heróis da Pátria.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín: História +++

Este ponto da cidade viveu sucessivas transformações.
Desde que um monge se retirou, ali, para meditar.
E isto originou o nome do bairro portenho do Retiro.

A praça, primeiro, serviu como mercado e alojamento de escravos.
Mais tarde, o local foi uma concorrida praça de touros.
E depois, abrigaria o Regimiento de Granaderos a Caballo.

No fim do século XIX, começou a ganhar a atual fisionomia.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Plaza San Martín: Monumentos +++

O cenotáfio fica na Avenida Del Libertador.
E homenageia os mortos na Guerra das Malvinas, em 1982.
As 25 placas de mármores têm os nomes dos 649 combatentes.
Soldados guarnecem a Chama Eterna.

No outro extremo da praça, fica o monumento a San Martín.
A obra de 1862 é o primeiro monumento equestre da Argentina.
O General San Martín aponta a Cordilheira dos Andes.
E mostra a rota da campanha libertadora argentina.
O monumento fica na Avenida Santa Fé.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

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