terça-feira, 8 de maio de 2012

Heróis da Independência Argentina no Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires

Dedicamos todo o dia 02/02/10 a explorar o bairro da Recoleta, em Buenos Aires. A Recoleta é a região mais elitizada da cidade. Ali vivia a antiga aristocracia rural, em palácios, que acabaram cedendo lugar a embaixadas e museus. E um dos pontos mais procurados deste bairro é o Cemitério da Recoleta. E foi justamente por ele que iniciamos nosso passeio...

Um dos Jazigos do Cemitério da Recoleta
Um dos Jazigos do Cemitério da Recoleta


Preparativos para ir à Recoleta

Acordamos por volta das 8h, tomamos um café bem reforçado e pegamos o táxi (remisse) para a Recoleta. A nossa ideia era conhecer neste dia este bairro, um dos mais tradicionais de Buenos Aires. Assim, pegamos o táxi, em frente ao Hotel Rochester Concept, e seguimos para o Cemitério da Recoleta.


A Região do Cemitério da Recoleta

O Cemitério da Recoleta é um ótimo ponto para iniciar um passeio pelo bairro. A seu lado, fica a Basilica Nuestra Señora de Pilar, a segunda igreja mais antiga de Buenos Aires. Pode-se dizer que o cemitério e a basílica dividem o bairro em duas regiões. De um lado ficam os antigos palácios, onde atualmente funcionam das embaixadas. De outro, os museus, a biblioteca e a Faculdade de Direito.

Em frente ao Cemitério da Recoleta e à basílica, fica uma praça. Nela, você verá alguns monumentos. Entre eles, destaca-se a homenagem da cidade de Buenos Aires “A los Caidos por la Patria”. E a escultura da Virgem amparando um corpo desfalecido foi inaugurada em 06/09/1930. Falcon, um outro monumento desta mesma praça, também deverá chamar a sua atenção...

Coronel Federico de Brandsen, Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires
Coronel Federico de Brandsen


O Cemitério da Recoleta

Após esse rápido giro pela praça, seguimos para o Cemitério da Recoleta. O local é uma espécie de museu a céu aberto. Ali estão sepultadas as famílias mais ricas e tradicionais de Buenos Aires. Não se esperaria algo diferente, afinal a Recoleta sempre foi o bairro mais elitizado da cidade. A grande ironia é que a sepultura mais visitada é a de Evita Perón, que sempre repudiou a elite portenha...

O Cemitério da Recoleta oferece visitas guiadas em espanhol. Quando passamos por ali, elas não estavam ocorrendo. E também não poderíamos esperar... Como de manhã cedo estava chovendo, aproveitamos o breve período de trégua para conhecer o cemitério. Se voltasse a chover mais tarde, não haveria problema! Afinal, iríamos visitar, então, a basílica e os museus...


Começando a Visita ao Cemitério da Recoleta

Iniciamos, assim, a exploração do cemitério por conta própria. Por coincidência chegou, naquele momento, um grupo de alemães, com guia próprio. E apesar de falarem alemão e inglês, alguma informação acabei pegando. Como a visita deles tinha um propósito mais artístico, acabamos seguindo nossa própria jornada...

Jazigo de Valentin Alsina, Cemitério da Recoleta, em Buenos Aires
Jazigo de Valentin Alsina

Logo após passar o pórtico de entrada, você vera, à sua esquerda os jazigos do Coronel Federico de Brandsen e do Brigadeiro e General Miguel Estanislao Soler. Ambos lutaram na guerra pela Independência da Argentina. O jazigo do coronel ostenta um monumento, no topo do qual está o seu busto. Já o do brigadeiro é guarnecido por uma mulher com uma espécie de escudo na mão direita.

Seguimos, então, em direção ao túmulo de Evita Perón. Caminho, passamos pelo jazigo da família Facundo. Ele exibe umas das imagens mais comuns no Cemitério da Recoleta: a escultura da virgem, de capuz e cabeça baixa. Ali perto, o jazigo de Valentin Alsina exibe uma escultura do próprio Sr. Alsina. Valentin Alsina foi advogado e político. Na escultura, aparece em pé, com a mão esquerda apoiada sobre um pilar e a direita repousa sobre o peito.

15 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Recoleta e Retiro +++

Comunicam-se pelas avenidas Alvear e Del Libertador.
Os bairros caracterizam-se pelo contexto seleto e refinado.
A opulência de muitas edificações coroa este refinamento.
Vemos isso em igrejas, palácios e torres.
E até em um cemitério – um autêntico museu a céu aberto.

As terras altas despertaram o interesse da alta sociedade portenha.
Durante a epidemia de febre amarela, no século XIX.
O temor da enfermidade levou ao êxodo das famílias mais abastadas.
Estas viviam dispersas de sul a norte, pela metrópole.
Isso explica o perfil da área que compreende, hoje, Recoleta e Retiro.
Que passou a ser conhecida como a pequena Paris.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio de la Recoleta +++

A fachada reúne colunas dóricas na entrada da Rua Junín.
Mas são os muros de tijolos vermelhos que cercam o perímetro.
Dentro deles, uma série de imponentes mausoléus.
Em meio a ermas ruas ou a avenidas ladeadas por árvores.

Esta cidade dos mortos tem mais de 46 mil metros quadrados.
E era uma das meninas dos olhos de Tocuato de Alvear.
O leito derradeiro do prefeito modernizador está bem ali.
Próximo ao pórtico de entrada do Cemitério da Recoleta.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Ricos e O Cementerio de la Recoleta +++

Quase todos os sepultados eram ricos.
E tão importante quanto à riqueza era o sobrenome.
Entre eles, há presidentes argentinos.
Como Bartolomé Mitre, Domingo F. Sarmiento e Hipólito Yrigoyen.
Militares, como Guilhermo Brown e Julio Argentino Roca.
Além de artistas e figuras literárias:
Adolfo Bioy Casares, Cândido López, José Hernández, Victória Ocampo.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Boxeador e O Cementerio de la Recoleta +++

Luis Angel Firpo (1894-1960), boxeador, tinha origem humilde.
Mas tinha o influente oligarca Félix Bunge como padrinho.
O “touro selvagem dos pampas” quase trucidou Jack Dempsey.
A luta ocorreu no Polo Grounds, em Nova York, em 1923.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Cementerio de la Recoleta e Evita Perón +++

Ali, sepultou-se, definitivamente, Evita Perón.
Evita nunca escondeu a hostilidade contra a elite argentina.
E sua simples presença envergonha os oligarcas ali enterrados.

Eva era a filha ilegítima e ressentida do fazendeiro Juan Duarte.
Agora, ela compartilha o jazigo com o pai que a renegou.
Uma simples parca marca o derradeiro local de descanso de Evita.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Histórias do Cementerio de la Recoleta +++

O Cemitério da Recoleta destaca-se pelas esculturas.
E pela qualidade arquitetônica.
Também abriga histórias de amor, paixões e traições.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Celebridades no Cementerio de la Recoleta +++

O local converteu-se em monumento histórico.
Dado o valor artístico e a relevância de suas tumbas.
Trata-se de um verdadeiro museu a céu aberto...

Ex-presidentes, heróis nacionais e celebridades descansam ali.
Com destaque à célebre Eva Perón.
Mas outras tumbas despertam singular magnetismo...

Como a de Liliana Crociati.
Ela faleceu aos 26 anos, durante a lua de mel.
A abóboda neogótica reproduz o dormitório da jovem.
Em frente, há uma escultura dela, em bronze.
Com vestido de noiva e acompanhada do mascote.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ História dos Cemitérios de Buenos Aires +++

Na Buenos Aires antiga, não havia cemitérios.
Sepultavam-se os mortos nas igrejas.
Ou fora da cidade.
Mas o aumento da população exigiu novas medidas.
E em 1822, inaugurou-se o Cementerio Del Norte.
Onde ficava o pomar dos frades recoletos.
O intendente Torcuato de Alvear deu à necrópole atmosfera distinta.
Ao realizar uma série de obras e dotar o local com esculturas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Pórtico do Cementerio de la Recoleta +++

O pórtico serve de acesso principal ao cemitério.
E surgiu quando se ordenou o remodelamento do prédio.
São quatro colunas em estilo grego.
Sobre elas, lê-se “Requiescat in pace” (Descansem em paz).
No lado interno, outra frase.
Esta, atribuída aos mortos:
“Expectamus dominum” (Esperamos o Senhor).

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Inimigos no Cementerio de la Recoleta +++

Domingo F. Sarmiento e Fagundo Quiroga foram grandes rivais.
Hoje, o ex-presidente e o caudilho dividem a mesma morada.
E os túmulos ficam distantes poucos metros um do outro.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Mausoléus do Cementerio de la Recoleta +++

Federico Leloir recebeu o Prêmio Nobel de Química.
Seu mausoléu conta com um coreto.
Que coroa a abóboda e apresenta um Cristo.

Também se destaca o mausoléu de Luís María Campos.
Belas esculturas adornam o sepulcro do tenente coronel.

A mais antiga tumba é também uma das mais singelas.
Ela guarda os restos mortais de Remedios de Escalada.
Esposa do general San Martín.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Faculdade de Direito: Prédio Neoclássico +++

O prédio monumental fica em frente a Plaza Francia.
E começou a ganhar forma em 1946.
Logo chamou a atenção pela fachada neoclássica.
Com catorze imponentes colunas dóricas.
Influência dos templos Greco-romanos.

A decisão estética despertou críticas.
Afinal, o desenho alinhava-se aos regimes totalitários.
Que acabavam de ruir na Europa.

Desde 21/09/1949, o prédio está em funcionamento.
Apesar da conclusão da construção só ocorrer nos ano 1960.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Faculdade de Direito: Esculturas +++

Duas esculturas decoram o imponente hall de ingresso.
Ambas datam de 1953 e representam a Justiça e a Liberdade.
O hall ficou conhecido como Salón de Los Pasos Perdidos.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Palácios Suntuosos de Recoleta e Retiro +++

Muitas residências do Retiro testemunham a riqueza.
Da Belle Époque do final do século XIX.
O mesmo acontece na Recoleta.
Isso confere a característica de exclusividade destes bairros.
Com elegantes ruas e avenidas que alimentam esse glamour.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

++++ Palácios na Recoleta ++++

O Palacio Ortiz Basualdo, desde 1939, abriga a Embaixada da França.
O notável edifício, originalmente, foi uma mansão aristocrática.
Este “hotel particular” pertenceu à família Ortiz Basualdo.

Com projeto de 1912, a construção prolongou-se até 1918.
Em 1925, serviu de residência oficial a um ilustre visitante.
Eduardo de Windsor, Príncipe de Gales, passou uma temporada ali.

Até a primavera de 2014, foi mais de um ano de restauração.
Para o prédio recuperar todo o explendor de suas fachadas.
A entrada principal, os salões de recepção e o mobiliário.

A antiga residência fica a poucos metros de outros palácios.
Como Álzaga Unzué, Casey, Fernández Anchorena e Pareda.
Todos na zona norte da cidade de Buenos Aires.

Para muitos o Palacio Dahau é o expoente máximo de um período.
A residência é o maior representante da Belle Époque portenha.
Um dos últimos exemplos de prédios posteriores ao neoclassicismo.

O Palacio Dahau insere-se no estilo vitoriano tardio.
Com inspiração no castelo de Marais (Ile-de-France).

Palacio Ortiz Basualdo – Calle Cerrito, 1399.
Palacio Dahau – Avenida Alvear, 1661.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

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