terça-feira, 24 de abril de 2012

O Louvre à Beira do Cais, em La Boca, Buenos Aires

O dia 31/01/10 era o nosso segundo dia em Buenos Aires. E os planos para ele eram conhecer os bairros de La Boca e San Telmo, além de circular pelo centro histórico da cidade. São três regiões indispensáveis para quem pretende dizer que conhece um pouco de Buenos Aires


Leonardo da Vinci - Mona Lisa
Leonardo da Vinci - Mona Lisa

Iniciamos com La Boca, onde ficam dois museus, o Caminito e La Bombonera, o estádio do Boca Juniors... Mas a primeira coisa que conhecemos no bairro foram as imagens de quadros do Louvre, em um museu a céu aberto...

Sandro Botticelli - Vênus e As Graças...
Sandro Botticelli - Vênus e As Graças... 



La Boca: Um Bairro Voltado para O Turista

La Boca talvez seja o bairro da cidade de Buenos Aires mais voltado para o turista! E talvez por isto tenha sido o que menos me agradou. Admito que talvez eu já tenha chegado ao local levando na bagagem um certo preconceito... 

El Greco - San Luis, Rei da França, e Um Pajem
El Greco - San Luis, Rei da França, e Um Pajem

Antes de viajarmos, havia lido um pouco sobre as diversas atrações de Buenos Aires. E o bairro La Boca logo me pareceu um lugar falso, artificial. Uma cidade cenográfica para atrair os deslumbrados turistas europeus...

Caravaggio - A Boa Aventura
Caravaggio - A Boa Aventura


A Degradação e A Restauração de La Boca

É claro: não se trata de um bairro fictício. Foi naquela região em que o tango se desenvolveu no início do século passado. Com o passar dos anos, no entanto, o local foi-se degradando, como é comum ocorrer com as regiões portuárias das grandes cidades. 

Rafael - Virgem com O Menino
Rafael - Virgem com O Menino

Multiplicaram-se os cortiços. As ruas tornaram-se sujas e mal frequentadas. E a segurança do bairro despencou. Então, La Boca foi revitalizada, tingindo-se os velhos cortiços com cores vivas e multiplicando-se as lojas de artesanato e os vendedores ambulantes...

Rembrandt - Betsabé no Banho
Rembrandt - Betsabé no Banho


Um Louvre a Céu Aberto em La Boca

Quer dizer, para quem não aprecia o popularesco e o vulgar a decepção com La Boca era praticamente uma certeza. Mas eis que ao chegarmos lá, tivemos uma grata surpresa! À beira do canal, em meio ao fedor e à sujeira, há o Museu do Louvre a céu aberto... 

Fragonard - Figura de Fantasia Chamada Marie...
Fragonard - Figura de Fantasia Chamada Marie...

O local reúne painéis com ilustrações de quadros do Louvre. Estes quadros estão dispostos em ordem cronológica. E junto às imagens, há textos explicativos. No mínimo, com autor, data e período artístico. Da Idade Média, há apenas duas obras. Uma italiana, a outra francesa. Das outras, listo algumas, abaixo:

Christen Kobke - Retrato de Adolphine Kobke
Christen Kobke - Retrato de Adolphine Kobke


Século XV: Giotto, da Vinci e Botticelli 

# Giotto di Bondone (Giotto) - São Francisco de Assis Recebendo as Estigmas;
# Leonardo di ser Pierro da Vinci - Retrato de Lisa Gherardini (Mona Lisa ou A Gioconda)

Giotto - São Francisco de Assis...
Giotto - São Francisco de Assis...

# Andrea Mantegna - A Crucificação
# Alessandro Mariano Filipepi (Sandro Botticelli) - Vênus e As Graças Oferecendo Presentes a Uma Jovem

Andrea Mantegna - A Crucificação
Andrea Mantegna - A Crucificação


Século XVI: Caravaggio, El Greco e Rafael

# Michelangelo Merisi (Caravaggio) - A Boa Aventura
# Paolo Caliari (Veronés) - As Bodas de Caná

Leonardo da Vinci - Virgem com O Menino e Santa Ana
Leonardo da Vinci - Virgem com O Menino e Santa Ana

# Domenikos Theotokopoulos (El Greco) - San Luis, Rei da França, E Um Pajem
# Leonardo di ser Pierro da Vinci - Virgem com O Menino e Santa Ana

Veronés - As Bodas de Caná
Veronés - As Bodas de Caná

# Raffaello Santi (Rafael) - Virgem com O Menino e São João Batista (A Bela Jardineira)
# Raffaello Santi (Rafael) - Retrato de Baltasar Castiglione

Rafael - Retrato de Baltasar Castiglione
Rafael - Retrato de Baltasar Castiglione


Século XVII: Rembrandt e Velázquez

# Rembrandt Harmensz van Rijn (Rembrandt) - Betsabé no Banho
# Diego Velázquez - Retrato da Infante Maria Margarita

Diego Velázquez - Retrato da Infante Maria Margarita
Diego Velázquez - Retrato da Infante Maria Margarita


Século XVIII: Fragonard e David

# Jean-Honoré Fragonard - Figura de Fantasia Chamada Marie-Madeleine Guimard
# Jacques-Loiuis David - O Julgamento de Horácio

Jacques-Loiuis David - O Julgamento de Horácio
Jacques-Loiuis David - O Julgamento de Horácio


Século XIX: Escolas Francesa e Danesa

# Camille Corot - A Dama de Azul
# Hippolyte Flandrin - Jovem Homem Despido Sentado ao Lado do Mar

Camille Corot - A Dama de Azul
Camille Corot - A Dama de Azul

Hippolyte Flandrin - Jovem Homem Despido...
Hippolyte Flandrin - Jovem Homem Despido...

# Théodore Chasseriau - As Duas Irmãs
# Christen Kobke - Retrato de Adolphine Kobke, Irmã do Artista

Théodore Chasseriau - As Duas Irmãs
Théodore Chasseriau - As Duas Irmãs

# Anne-Louis Girodet de Roussy- Trioson - Atala na Tumba ou Os Funerais de Atala
# Jacques-Louis David - Coroação do Imperador Napoleão I e da Imperatriz Josefina

Roussy-Trioson - Atala na Tumba
Roussy-Trioson - Atala na Tumba

Jacques-Louis David - Coroação do Imperador Napoleão I
Jacques-Louis David - Coroação do Imperador Napoleão I

O relato segue com...

28 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Caminito +++

Juan de Dios Filberto compôs o melancólico tango “Caminito”.
O Caminito era um sinuoso ramal da ferrovia.
O pintor Quinquela Martín transformou em atração turística.
E converteu o antigo matagal em calçadão.
Agora, aos domingos, ônibus despejam visitantes no local.
Estes vêm fotografar os cortiços de metal com cores berrantes.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ Calle Caminito +++

Animada travessa do bairro La Boca, em Buenos Aires.
Com exposições de arte, dançarinos de tango e lojinhas.
Além das casas multicoloridas com chapas de zinco e madeira.
Estas construções caracterizam o bairro.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Caminito +++

Del Valle Inelucea y Magallanes
Camine al borde del Riachuello por este colorido paseo.
Refugio de artistas y tangeros.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Caminito +++

Es um colorido y original recorrido de 150 metros.
A pocos metros de Caminito puede visitarse:
+ Museo Histórico Nacional de Cera;
+ Teatro de La Ribera;
+ Fundación Pro y el
+ Museo de Bellas Artes de La Boca Benito Quinquela Martín.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ A Origem do Caminito +++

“Caminito que entonces estabas bordeado de trébol y juncos en flor”.
Assim diz a letra do tango Caminito, na voz de Calor Gardel.
Em referência ao antigo passeio de 150 metros de extensão.
Hoje, o local é um autêntico museu a céu aberto.
O Caminito destaca o bairro La Boca.
Pois reflete boa parte de sua identidade.
Que a pujança do povo imigrante forjou.
E, do nada, imaginou um novo lugar.
A esperança que se sustenta com chapas, madeiras e pinturas coloridas.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Caminito – Cores Vivas +++

No princípio do século XX, um arroio fluía no local.
Hoje, é um dos passeios mais emblemáticos da cidade.
As frentes de chapas pintadas com cores distintas.
Recriam o costume dos primeiros imigrantes.
Eles pintavam as casas com a tinta remanescente dos barcos.
Já o piso era em estilo “Puntin”.
Um diminutivo genovês.
Ele se referia à antiga ponte que cruzava o arroio.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Caminito – Homenagem ao Tango +++

Durante muito tempo, por ali passou a linha férrea.
Quando se extinguiu o ramal, o local virou um beco abandonado.
Em meados do século passado, recuperou-se a passagem.
Ela passou a ser uma espécie de rua-museu.
E em 1959, recebeu o nome do célebre tango.
Juan de Dios Filiberto e Gabino Coria Peñazola compuseram.
Mas foi Carlos Gardel eternizou o tango “Caminito”.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Caminito – Lugar de Artistas +++

Curiosamente, não há portas que abrem para o Caminito.
Apenas janelas e sacadas.

Doações de diversos artistas transformaram o local em museu.
O impulso inicial foi de Benito Quinquela Martín.
Célebre pintor e morador boquense apaixonado.

Hoje, artistas plásticos expõem obras no Caminito.
A feira funciona diariamente:
+ no inverno, das 11h às 18h;
+ no verão, das 11h às 20h.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ La Bombonera +++

Em dias de jogo, milhares de torcedores enchem o bairro.
E extravasam a emoção pelo clube.
Ali, surgiu Diego Armando Maradona.
Um dos melhores jogadores da história do futebol.

Fonte: Guia de Viagem: Argentina - National Geographic, 2010.

Leonardo Brocker disse...

+++ La Bombonera +++

Estádio do Boca Juniors, time mais popular do país.
Fica entre as ruas Brandsen e Del Valle Iberlucea.
E tem capacidade para 57 mil torcedores.
A aparência externa, porém, é meio decadente.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estádio do Boca Juniors +++

Inicie o dia com uma visita a La Bombonera.
Um templo da paixão futebolística.
Ele possui um museu interativo.
Que conta a história do time e dos ídolos.
Depois, pode-se tomar o ônibus turístico até Puerto Madero.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ La Bombonera +++

Nome popular do Estádio Alberto J. Armando.
Se estiver em Buenos Aires em dia de jogo, vale assistir.
Para alguns, ali se vive a experiência esportiva mais intensa do mundo...

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Opinião dos Diários Ingleses +++

Poucos metros separam o campo das tribunas.
Isso aproxima os espectadores dos jogadores.
E vivem-se as emoções do jogo à flor da pele...

O maior clássico do futebol argentino é “Boca x River”.
O jornal inglês The Observer considerou a partida:
“A experiência desportiva mais intensa do mundo”.
O diário The Sun também foi categórico neste sentido:
“O número um entre os 50 espetáculos desportivos que você deve ver antes de morrer”.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Estádio Alberto J. Armando +++

Em 1940, inaugurou-se o estádio.
Com capacidade para quase 49.000 pessoas.
A estrutura é a de uma ferradura.
Com três bandejas sobrepostas.
E um ângulo de inclinação empinado.
O que lembra uma caixa de bombons.
Por isso, se chama o estádio de La Bombonera.
O nome oficial é de um ex-presidente da instituição.
No caso, Alberto J. Armando.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Visita Guiada ao Estádio +++

Na visita, pode-se conhecer o campo, as tribunas e os vestiários.
Uma parada obrigatória é o Museo de La Pasión Boquense.
Ele fica abaixo das tribunas do estádio.
Abriga uma coleção de objetos e uma produção audiovisual interativa.
Eles contam a história do clube.
Uma sessão homenageia as figuras máximas do Boca Juniors.
Como Diego Maradonna, Juan Román Riquelme e Martín Palermo.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo de La Pasión Boquense +++

Fica na Calle Brandsen, 805.
Possui um cinema de 360º e exposição de uniformes.
Além de painéis informativos sobre jogadores e troféus.
Há, também, vídeos sobre a história do futebol na Argentina.
O museu oferece, ainda, uma visita pelo estádio La Bombonera.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ San Telmo +++

A Segunda Fundação de Buenos Aires ocorreu em 1580.
E a cidade começou a se expandir em terras mais altas.
Em relação às margens do Riachuelo.

O bairro de San Telmo era conhecido como Alto de San Pedro.
O atual nome forjou-se apenas no início do século XIX.
Com o crescente culto a San Pedro González Telmo.
Em 1806, a paróquia local recebeu o nome do santo.

Um mercado ficava no local da atual Plaza Dorrego.
Similar ao que hoje fica na Rua Carlos Calvo.

O bairro cresceu ao receber várias famílias ricas.
Porém, ocorreu uma epidemia de febre amarela, em 1871.
Ela provocou grande mortandade e o êxodo.

Os habitantes de cortiços e alguns artistas retornaram.
E dotaram o bairro de agito e romantismo.
Que sobrevivem e atraem os visitantes.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Um Postal de San Telmo +++

Um postal que resume San Telmo deveria focar nos antiquários.
Nas casas que comercializam objetos e recordações.
E nos artistas que mantêm vivas as tradições e a estética.
Como as que dão a identidade de um bairro que parou no tempo.
Mas que vive em constante movimento...

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Os Antigos Prédios de San Telmo +++

Juan Carlos Castagnino (1908-1972) viveu no bairro.
Em uma casa do século XVIII, cuja fachada se conserva.

Ainda mais antiga é a vivenda de Esteban de Luca.
A do militar e poeta é Monumento Histórico Nacional.

O mesmo mérito recai sobre o Museo Penitenciario Argentino.
Com a singularidade dos diversos usos que o prédio teve.
Retiro de sacerdotes, hospital e asilo de menores.
Depósito, cárcere de devedores e correção de mulheres.
O prédio ainda conserva o pátio interno.

Outros prédios dignos de atenção em San Telmo:
+ antigo edifício da Fundación San Telmo – Defensa, 1344;
+ interior da Galería Del Viejo Hotel Balcarce – Balcarce, 1053;
+ solar do patriota Domingo French – Defensa, 1056.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Antiquários de San Telmo +++

San Telmo tem um dos maiores mercados de arte da América do Sul.
São dezenas de antiquários, que se multiplicam com a feira de domingo.
Eles oferecem todo tipo de objetos para decoração ou coleção.
Em especial, itens dos séculos XVIII e XIX.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Artistas em San Telmo +++

Muitos artistas contam com um ateliê-museu em San Telmo.
É o caso do mestre ourives Juan Carlos Pallarols.
Ele expõe e vende trabalhos em ouro, prata, bronze e pedras preciosas.
Também se pode visitar o ateliê de Martiniano Arce.
O expoente máximo da pintura decorativa portenha.
Uma arte pictórica popular e bem arraigada à identidade local.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo de Bellas Artes de La Boca +++

Fica no segundo e terceiro andar de uma escola primária.
Ali, encontram-se oito salas com obras de artistas argentinos.
Com destaque para as esculturas que ficam nos terraços.

Fonte: Guia O Viajante – Argentina, Zizo Asnis, 2009.

Leonardo Brocker disse...

+++ Museo de Bellas Artes Quinquela Martín +++

Conta com a mais ampla coleção de óleos do artista.
Ele retratou como ninguém a vida portuária boquense.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Benito Quinquela Martín +++

Nasceu em 1890 e passou a infância em um orfanato.
Enfim, um casal de imigrantes o adotou.
E Quinquela Martín passou a viver em La Boca.
Trabalhou no cais do porto.
Decidiu dedicar a vida a “sostener” a identidade dessa vida.

O pintor fundou o museu em 1938.
Doou 50 gravuras e 27 óleos.
Cedeu espaço à obra de outros artistas locais.
Bem como a peças de grande originalidade.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ “Crepúsculo” e Benito Mussolini +++

“Crepúsculo” é uma das obras mais famosas de Quinquela Martín.
Contam que Benito Mussolini viu a obra, em Roma, em 1929.
E ofereceu ao pintor um cheque em branco.
O próprio Quinquela Martín colocaria, ali, o preço.
Mas o artista se recusou, por razões patrióticas.
E trouxe a obra de volta para Buenos Aires.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Berni e Sívori: Museo de La Boca +++

No segundo piso do museu, há obras de outros artistas.
São pintores figurativos argentinos dos séculos XIX e XX.
Quinquela buscava criar um amplo panorama.
E colaborar para forjar um sentimento de pertencimento ao país.
A arte para ele era um fator decisivo em tais processos.
Aprecie “La Muerte Del Marino”, de Eduardo Sívori.
E “El Niño y Su Moneda”, de Antonio Berni.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Máscaras de Proa no Museo de La Boca +++

São esculturas de madeira de artesãos anônimos.
As técnicas que usavam eram de transmissão oral.
As máscaras ficavam na parte dianteira dos navios.
No caso, dos que navegavam no Riachuelo.

Quinquela recebeu 32 doações, de 1930 a 1935.
O Museu de Arte Naval dos EUA queria comprar a coleção.
Em 1937, oferece 100 mil pesos argentinos.
Na época, uma fortuna.

Quinquela recusou a tentadora oferta.
As máscaras eram as primeiras mostras de arte do bairro.
Eram esculturas de 1840 em diante.
Destaque para “Angélica Esposa” e “Doña María”.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

Leonardo Brocker disse...

+++ Terraço do Museu de La Boca +++

Ponto mais alto do Museo de Bellas Artes de La Boca.
Reúne 150 esculturas ao ar livre.
Você pode rodea-las em 180 graus.
E assim apreciar o trabalho tridimensional de grandes artistas.
Destaque a Francisco Cafferata, primeiro escultor argentino.

Fonte: Buenos Aires a Pie - National Geographic, 2016.

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