segunda-feira, 5 de março de 2012

Pateo do Collegio e Museu Anchieta - São Paulo

A Fundação de São Paulo

Em 1553, o padre Manuel da Nóbrega, superior dos jesuítas que estavam na Bahia, foi conhecer São Vicente. Ele buscava no litoral de São Paulo um local para fundar um novo colégio jesuíta. Subiu pelas trilhas indígenas até o planalto de Piratinga, onde encontrou condições favoráveis para tal fim. 

O clima ali era bastante parecido ao que estavam acostumados os europeus. E as terras eram boas para a agricultura e a criação de gado, oferecendo ampla visão das terras vizinhas.

Os rios Tamanduatei e Anhangabaú estavam bem próximos, além de servirem como meio de transporte. Os rios também forneciam água fresca e comida farta. Assim, Nóbrega percebeu que Piratininga poderia ser o ponto de partida para as outras nações indígenas.

Marco da Fundação de São Paulo
Marco da Fundação de São Paulo

O local era ideal para os jesuítas, liderados por Manoel da Nóbrega, criarem o seu centro de catequese. Longe do litoral, este planalto estava protegido dos ataques franceses e piratas. E em janeiro de 1554, um nome foi escolhido: São Paulo de Piratininga.

Para oficializar a presença jesuíta, foi escolhida a data para a celebração de uma misa. E dia 25 de janeiro, foi realizada a missa, homenageando o dia de conversão do apóstolo Paulo. A celebração foi realizada pelo padre Manoel de Paula. Também participaram o padre Afonso Brás e o irmão José de Anchieta.


Os Primeiros Colégios

O padre Afonso Brás deu início à construção do novo colégio e da igreja, em taipa de pilão. Recebeu auxílio dos índios e demais membros da Companhia de Jesus. As obras foram concluídas dois anos depois, em 1556.

Mas em 1640, os jesuítas foram expulsos dali pelos bandeirantes, por se oporem à escravidão dos índios. Voltaram 13 anos depois, construindo, no mesmo local, uma nova igreja.

Em 1760, houve nova expulsão, ordenada por Marquês de Pombal, ministro do rei de Portugal. E a partir daí, o prédio passou a ser usado pelos capitães generais governadores. Depois, pelos presidentes da Província.

Em 1881, fez-se a reforma radical do então Palácio do Governador. Contudo, cinco anos depois, a torre do edifício desabou e o prédio foi demolido.

Pateo do Collegio: A Construção Atual
Pateo do Collegio: A Construção Atual


O Atual Pateo do Collegio

Só em 1954 a Companhia de Jesus voltou a ocupar a área, erguendo uma réplica da construção antiga. Nos anos de 1970, foram construídas réplicas do colégio e da igreja de 1653.

No Oratório do Beato José de Anchieta, duas relíquias: manto e pedaço do fêmur de Anchieta. No oratório você terá acesso, também, à certidão de nascimento do padre jesuíta.


Museu Anchieta

Foi inaugurado em 1979 com o objetivo de resgatar a memória e a importância do local. Tem como objetivo proporcionar reflexões acerca da fundação de São Paulo. Além, é claro, de ressaltar o papel dos jesuítas no dia-a-dia dos primeiros habitantes.

A expulsão dos jesuítas, em 1759, contribuiu para a dispersão de peças originais. As que constituem o atual acervo do Museu Anchieta foram reunidas na década de 1970.

Elas encontravam-se dispersas, devido às idas e vindas dos jesuítas em São Paulo. As transformações sociais, econômicas e políticas também contribuíram neste processo.

Padre José de Anchieta e Uma Índia
Padre José de Anchieta e Uma Índia

Com auxílio de mapas, textos e maquete, você poderá contextualizar a fundação de São Paulo. Tanto sob o prisma histórico e geográfico, como artístico. Também são ilustradas as transformações sofridas em São Paulo, a partir de 1554.

O acervo do Museu Anchieta é predominantemente composto de peças de arte sacra. Elas remetem à vida social paulistana, intrinsecamente ligada à religiosidade, nos primórdios da cidade.

O museu exibe também esculturas guaranis do século XVII e uma pia batismal do século XVI. Por fim, há cursos de tupi, teologia e arte sacra, bem como oficinas de teatro.

0 comentários:

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design