quarta-feira, 28 de março de 2012

Ludwig van Beethoven: Terceira Fase

Por fim, a terceira fase. O mestre fica completamente surdo. Retira-se do mundo, contente com a companhia de poucos amigos. Passa as noites na taverna.


Este é o Beethoven que nós conhecemos: um esquisitão mal vestido, por vezes imundo, que brigava com vizinhos e fazia passeios solitários, intermináveis.

Estava absorto em seus pensamentos musicais e escrevendo obras abstratas, as quais, naquele tempo, ninguém compreendeu. Respeitavam, pois era Beethoven.

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Ludwig van Beethoven na Terceira Fase
Ludwig van Beethoven na Terceira Fase

Na terceira fase, o estilo muda completamente. A sonoridade torna-se áspera. A polifonia instrumental, mais dura. E a expressão, enigmática.

Os contemporâneos - e não só eles - ficavam estupefatos. As suas obras eram consideradas esquisitas, incompreensíveis. A surdez libertou o mestre de todas as convenções, abrindo-lhe as portas para o reino da música totalmente abstrata.

Embora não tão popularizadas e tão frequentemente executadas como as da sua segunda fase, as últimas obras de Beethoven passam hoje por suas maiores. Há nelas certas imperfeições técnicas, que se explicam realmente pela surdez.

O último concerto em que, já incapaz de reger, mostrou-se em público, ocorreu em dia 7 de maio de 1824. Foi o seu último triunfo: executaram-se a "IX Sinfonia" e trechos da “Missa Solemnis”.

Beethoven: O Retrato da Terceira Fase
Beethoven: O Retrato da Terceira Fase

Em 1825, Beethoven foi assistir a um ensaio de um grupo que iria executar o seu Quarteto em mi bemol maior op. 127. E para o espanto de todos, ele chamava a atenção para os menores erros de execução. "Os seus olhos seguiam os arcos. E, assim, ele era capaz de notar as menores flutuações no tempo ou no ritmo, e corrigi-las na hora", registrou Joseph Böhm, um dos violinistas do grupo.

Quando Beethoven morreu, em Viena, de cirrose hepática, no dia 26 de março de 1827, vivia quase na miséria. Mas a sua posição já era a mesma de hoje: o maior compositor moderno.

Assim como Michelangelo, iniciando o Barroco, domina as artes plásticas do século XVII, Ludwig van Beethoven domina o cenário musical do século XIX. A música programática de Berlioz, a música dramática de Wagner e a música absoluta de Brahms devem-lhe tudo.


A verdadeira fortuna de Beethoven

Certo dia, Beethoven foi visitar o irmão mais novo, Johann, a essa altura era um homem rico. Na entrada da mansão, um criado ofereceu-lhe um cartão de visitas onde estava escrito: "Johann van Beethoven, proprietário de terras". O compositor pegou esse cartão e, instantes depois, devolveu-o ao criado, tendo escrito no verso: "Ludwig van Beethoven, proprietário de um cérebro".

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