terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Pelé, Zumbi e Lampião no Museu Afro Brasil - São Paulo

Deixei o Lago das Carpas sem entender nada do jogo disputado pelos japoneses. E segui, agora morro acima, em direção à entrada do Parque da Cantareira. 

A ideia era curtir a tarde de Finados no Parque IbirapueraHavia feito uma lista de itens para o local. O principal, o Pavilhão Japonês, estava fechado. 

Passei pelo Pavilhão da Bienal e pelo Planetário. Entrei no Museu Afro Brasil, um museu com acervo gigante! A maioria diz respeito à cultura negra, como era de se imaginar. Mas há muita coisa também sobre o nordeste... 

Zumbi no Museu Afro Brasil
Zumbi no Museu Afro Brasil

Continuação de...


Viagem de Metrô e Caminhada até o Ibirapuera 

Neste dia fiz a maior viagem de metrô ao longo dos oito dias que passei em São PauloForam 15 estações percorridas somente na Linha Azul. Quase de terminal a terminal! 

Fui até a estação Ana Rosa e orientaram que retornasse até a estação Vila Mariana. Ali ficava um pouco mais perto do Ibirapuera. Mesmo assim, dava uns bons 2 km de caminhada... 


Informações com os Policiais 

E como já era de se esperar, o Ibirapuera estava uma muvuca. Era bicicleta, patins, skate, gente correndo, outros caminhando...

O pior é que não há no Parque Ibirapuera um centro de informações! É um tal de "salve-se quem puder"...

Sorte que os policiais procuram ajudar até onde conseguem! Perguntei a eles pelo Pavilhão Japonês. Indicaram o caminho. 

Pavilhão da Bienal - Parque do Ibirapuera
Pavilhão da Bienal - Parque do Ibirapuera


Pavilhão Japonês Fechado 

Passei pelo Pavilhão da Bienal. Ali ocorria a Bienal de Arquitetura. Segui minha reta parei em frente ao Planetário. Ali perguntei novamente pelo Pavilhão Japonês. E fui informado que já havia passado por ele. 

Retornei ao local e vi uma placa indicando que, no feriado de Finados, ele estaria fechado. Apesar de, rotineiramente, abrir em quartas-feiras e feriados. E o feriado de Finados era justamente numa quarta-feira... 


Cangaceiros e Vaqueiros no Museu Afro Brasil 

Segui para o Museu Afro Brasil, um museu gigante, se considerarmos o seu acervo. É coisa para você passar o dia ou mais se quiser ver tudo com calma.

Na entrada, a exposição sobre cangaceiros e vaqueiros cearenses. Muitas fotos - e até vídeos - com Lampião, Maria Bonita, Corisco e Dadá. 

Sempre que vejo algo sobre Lampião, a música "Al Capone", do Raul Seixas me vem à cabeça. É uma correlação forte e - aparentemente - inevitável... 

Na área destinada aos vaqueiros, havia réplicas de casas destes sertanejos...
Pequenas moradias, na verdade. E desprovidas de qualquer conforto...

Havia também aqueles sinos de vacas, um dos poucos itens do museu que podia ser tocado. Uma barulheira danada! Mas as crianças fazem a festa... 


Capoeira e Zumbi 

O segundo andar, com o acervo permanente, justifica o nome do museu...

Ali ficam os itens relativos à cultura e ao folclore negro, como o candomblé e a capoeira, por exemplo.

E em um museu chamado Afro Brasil, as referências a Zumbi e aos escravos, parece inevitável. E - é claro - eles marcam sua presença por ali... 

Planetário do Parque Ibirapuera
Planetário do Parque Ibirapuera


Negros e Mulatos Famosos 

Há um espaço lembrando outras personalidades ligadas à cultura negra. Este espaço, por sinal, é um dos mais importantes do museu. Ele é dedicado aos negros e mulatos famosos na música, literatura, política ou esporte. 

Alguns confesso que eu nem imaginava que eram negros ou mulatos. Dois exemplos: o compositor Carlos Gomes e o revolucionário Carlos Marighella. Segue uma pequena lista de personalidades ali homenageadas... 

# Dança - Mercedes Baptista;
# Esporte - Garrincha, Pelé, João do Pulo, Adhemar Ferreira da Silva;
# Literatura - Lima Barreto, Gonçalves Dias, Cruz e Souza;
# Música - Carlos Gomes, Pixinguinha, Ismael Silva, Assis Valente, Dorival Caymmi, Paulinho da Viola, Maria d´Aparecida, Elza Soares, Clementina de Jesus;
# Política - Carlos Marighella;
# Teatro - Grande Otelo; Zezé Motta. 

Visto isso, dei uma rápida circulada por ali, olhando os quadros, esculturas e artesanatos. 


Deixando o Museu Afro Brasil 

Como na maior parte dos museus, não se pode tirar foto no Afro Brasil. Quer dizer, solicitando previamente até se consegue. Mas creio que seja mais para fins de trabalhos e pesquisas... Há uma loja na saída do museu. Como minha ideia era ainda conhecer outras coisas ali no Ibirapuera, passei direto... 

Na saída, uma menina caiu de bicicleta em frente à porta do museu, que já estava fechando. Tomou uma advertência do segurança, pois não é permitido andar de bicicleta por ali. O chão é liso. Sem contar o trânsito de crianças e idosos entrando e saindo do museu... 


O relato segue com...

0 comentários:

Postar um comentário

 
Free Host | new york lasik surgery | cpa website design