sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Cemitério da Consolação - São Paulo

Inaugurado em 1858, este é o primeiro cemitério público da cidade. A ideia de um cemitério surgiu em 1829, em virtude das constantes epidemias. E, após anos de indefinições, o local escolhido foram os altos da Consolação. As obras iniciaram em 1855, progredindo morosamente.

Jazigo da Família Emílio Franchini no Cemitério da Consolação - São Paulo
Jazigo da Família Emílio Franchini

Em 1857, a Marquesa de Santos doou 2 Contos de Réis, uma pequena fortuna, na época. O dinheiro deveria ser usado só para a construção da capela. E assim foi feito. Sua doação e uma grande epidemia de varíola acabaram acelerando as obras. O Cemitério da Consolação foi, enfim, inaugurado em 15 de agosto de 1858.

A Capela do Cemitério da Consolação
A Capela do Cemitério da Consolação

O Cemitério do Brás, o segundo de São Paulo, só viria a ser inaugurado em 1893. Dessa forma, por um bom tempo, o Cemitério da Consolação, atendeu a todas as camadas sociais. Após 1893, passou por um processo de elitização. E a ala voltada para a rua da Consolação tornava-se cada vez mais aristocrática...

Jazigo da Família Antônio Mellone no Cemitério da Consolação - São Paulo
Jazigo da Família Antônio Mellone

Imagem de Santa em Jazigo no Cemitério da Consolação - São Paulo
Imagem de Santa em Jazigo

Em 1901, o vereador José Oswald Nogueira de Andrade propugnou a reforma de muros e do pórtico. O pai do escritor Oswald de Andrade alegou que o Cemitério da Consolação estava com mau aspecto.

Entrada do Cemitério da Consolação
Entrada do Cemitério da Consolação

Estas obras ficaram aos cuidados do escritório do engenheiro e arquiteto Ramos de Azevedo. Em 1909, o cemitério "tornara-se a primeira necrópole de São Paulo, por todos admirada".

Jazigo da Família Saliola no Cemitério da Consolação
Jazigo da Família Saliola

O Cemitério da Consolação tornou-se o local de descanso dos ricos e famosos. E abriga os túmulos do presidente Washington Luís e do Conde Matarazzo. Outra personalidade que atrai muita atenção é a Marquesa de Santos. Também estão ali os escritores Monteiro Lobato, Mário e Oswald de Andrade.

O Imponente Jazigo do Conde Matarazzo no Cemitério da Consolação
O Imponente Jazigo do Conde Matarazzo

Jazigo da Marquesa de Santos no Cemitério da Consolação
Jazigo da Marquesa de Santos

O modernista Victor Brecheret fez a escultura "O Sepultamento". Ela decora o túmulo da mecenas Olívia Guedes Penteado. Luigi Brizzolara decorou o mausoléu do Conde Matarazzo. Também foi o responsável pela família do historiador José de Alcântara Machado.

Jazigo da Família Alves Pereira no Cemitério da Consolação
Jazigo da Família Alves Pereira

Procurado por apreciadores de arte tumular, o Cemitério da Consolação organiza visitas monitoradas. Pegue na administração um mapa com o catálogo das obras mais representativas.


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