terça-feira, 20 de dezembro de 2011

São Paulo (Capital)

A terra da garoa tem fama de ser feia, séria demais. De ter um trânsito irritante e uma poluição que tinge o céu de cinza. Mas qual metrópole não tem os seus problemas?

Monumento à Bandeira, Parque Ibirapuera, São Paulo
Monumento à Bandeira, Parque Ibirapuera

Esse é o lado B de Sampa. O lado A é charmoso. Ferve com hotéis refinados, eventos, baladas, compras, arte e gastronomia de primeira.

Basta um olhar um pouco mais atento para se conhecer uma São Paulo que funciona 24 horas. E vai muito além da esquina da Ipiranga com a Avenida SãoJoão...


O ritmo e os tipos da cidade...


Para entrar no ritmo paulistano, vale caminhar pelo centro, que passa por uma lenta, mas contínua recuperação. Ou pela avenida-símbolo da cidade, a Paulista.

O movimento intenso de carros, helicópteros e pedestres confere à cidade de São Paulo esse clima de corre-corre constante.

Prédio da Avenida Paulista, São Paulo
Prédio da Avenida Paulista

Tanto na região central como nos arredores da Avenida Paulista, desfilam tipos excêntricos, iguais aos de outras megalópoles, como Nova York ou Londres.

Você verá homens maquiados, mulheres de gravata, tribos de punks, emos e góticos, entre outras figuras, caminhando lado a lado.


Pateo do Colégio e Catedral da Sé


Uma dica para iniciar um passeio no centro é o Pateo do Collegio, local onde a cidade foi fundada. Ali, hoje funciona um modesto museu e um simpático café.

Pateo do Collegio - Local Onde São Paulo Foi Fundada
Pateo do Collegio - Local Onde São Paulo Foi Fundada


Depois, vá até a Catedral da Sé, projetada, em 1913, em estilo neogótico. Em vez de ostentar gárgulas e demônios, como as catedrais europeias. 

Cúpula da Catedral da Sé, São Paulo
Cúpula da Catedral da Sé, São Paulo

O marco zero de São Paulo é ilustrado com alguns elementos da fauna e da flora brasileira: tucanos, tatus e frutas tropicais.



Teatro Municipal, Estação da Luz e Sala São Paulo


Outra parada obrigatória é o Teatro Municipal. Ele impressiona, com detalhes rebuscados, como o lustre de cristal belga no hall de entrada. Ou os parapeitos revestidos com folhas de ouro e a aplicação de cristais de Murano.

Teatro Municipal de São Paulo
Teatro Municipal de São Paulo

De lá, vale seguir para a Estação da Luz, construção que a cidade herdou do período de glória da produção cafeeira de São Paulo. Nesta estação fica o Museu da Língua Portuguesa. E em frente, a Pinacoteca do Estado.

Estação da Luz e Museu da Língua Portuguesa, São Paulo
Estação da Luz e Museu da Língua Portuguesa


Esculturas de Bronze na Pinacoteca, São Paulo
Esculturas de Bronze na Pinacoteca

Ali próximo, fica ainda a Sala São Paulo. Mais precisamente dentro do Complexo Cultural Júlio Prestes. Depois de um período de abandono, o local foi restaurado e ficou lindo!


Mercado Municipal e Ibirapuera


O mesmo pode ser dito do Mercado Municipal, onde se vende de tudo e com muita qualidade. Não há quem não pare lá para provar duas iguarias paulistanas: o sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau.

Um dos Vitrais do Mercado Municipal de São Paulo
Um dos Vitrais do Mercado Municipal

Um pouco mais longe, está o Parque Ibirapuera, a praia dos paulistanos! A área de 1 milhão e 584 mil m2 reúne três lagos artificiais, ciclovia e pista de cooper.

Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera, em São Paulo
Pavilhão da Bienal, no Ibirapuera

Além disso, o parque abriga museus e áreas para eventos, como o Pavilhão da Bienal de Artes, projetado por Oscar Niemeyer.


Museu Paulista e MASP


O Museu Paulista é outro marco da cidade. Ele fica no palácio neo-renascentista, projetado em 1890 para marcar o local onde foi proclamada a Independência do Brasil.

Fachada do Museu Paulista da USP, em São Paulo
Museu Paulista da USP - Fachada

Outro museu importante é o Masp, que fica localizado na Avenida Paulista e recebe as exposições mais badaladas do país.


Alguns Bairros de São Paulo

E não para por aí! São Paulo ainda tem o bairro boêmio Vila Madalena, com inúmeros bares. Os Jardins, área com hoteis e restaurantes de primeira linha.

Na hora de comprar, há desde endereços de grife, na Rua Oscar Freire, até as lojas simples da 25 de Março, uma das maiores ruas comerciais do mundo. Ou a feirinha de antiguidades da Praça Benedito Calixto.

O Masp - Um dos Destaques da Avenida Paulista, em São Paulo
O Masp - Um dos Destaques da Avenida Paulista

O Jardim Botânico, abriga mais de três mil animais. Há também os bairros de imigrantes, como a japonesa Liberdade e o italiano Bixiga. E muito mais. São tantas as opções que daria para fazer um livro só para a cidade...

Adaptado do livro "50 Lugares Inesquecíveis do Brasil"

34 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ "Celui qui Aime a Raison" (2006) +++

Filme francês com locações em:
+ Buenos Aires;
+ Curitiba;
+ Montevidéu;
+ Porto Alegre;
+ São Paulo.

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Celui qui Aime a Raison" +++

Diretor: Arnold Pasquier
Roteiro: Arnold Pasquier

Elenco:
Marcos Gallon;
Osmar Zampieri;
Walmir Pavam;
Danilo Rabelo;
Diogo Granato;
Fabio Cypriano.

Sinopese:
Marcos e Osmar vivem em São Paulo, Brasil.
Marcos reencontra Walmir.
Eo os três passam a viver juntos.
Um dia Walmir desaparece.
Sua ausência lança dois homens em uma busca sentimental.
Marcos faz experiências para se lembrar de Walmir.
Enquanto que Osmar parte para uma pesquisa.
Ele viaja de São Paulo para o Uruguai e a Argentina.
E finalmente, sua jornada termina na margem de um rio.
E cada um, a seu modo, dá uma resposta para a falta.

Adaptado de Écran Large

Leonardo Brocker disse...

+++ "Mobility" (1986) +++

Diretor: Roger Hart
Roteiro: Donald Brittain
Narrador: Donald Brittain
Produção: National Film Board of Canada

Sinopse:
Estudo de questões e soluções de transporte em áreas urbanas de países em desenvolvimento.

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "Mobility" (1986) +++

Este breve documentário examina uma complexidade de questões.
Que afetam o transporte urbano nos países em desenvolvimento.
O filme propõe soluções surpreendentes.
Após examinar o custo e a tecnologia disponível.
E as diferentes necessidades da classe média industrializada e dos pobres urbanos.

Adaptado de National Film Board of Canada

Leonardo Brocker disse...

+++ Eu Eu Eu José Lewgoy (2011) +++

Diretor: Cláudio Kahns
Roteiro: Marta Nehring

Depoimentos
Mauro Alencar;
Sérgio Augusto;
Glória Bissani;
Leonildo Bissani;
Luciane Bissani;
Gilberto Braga;
Fabiano Canosa;
Tônia Carrero;
Chico Caruso;
Eliana Caruso;
Helena Farina Casarin;
Mario Casarin;
Walmor Chagas;
Guilherme de Almeida Prado;
Anselmo Duarte;
Millor Fernandes;
Lucy Thereza Giugno;
Marisul Terezinha Giugno;
Valdete Giugno;
Anna Hocsman;
Felipe Rosa Hocsman;
Fernanda Rosa Hocsman;
Fernando Rosa Hocsman;
Henrique Dahmer Hocsman;
Luciano Hocsman;
Zélio Hocsman;
Alzira Maria Baptista Lewgoy;
José Lewgoy;
Laura Baptista Lewgoy;
Léo Ismar Lewgoy;
Samuel Lewgoy;
Howard Mandenbal;
Eric Nepomuceno;
Antonio Pedro;
Richard Pena;
Paulo César Peréio;
Glória Pires;
Gene Plotnik;
Marlies Plotnik;
Ana Paula Neu Rechden;
Flora Thereza Benaci Roehr;
Sônia Mari Roehr;
Eva Sopher;
Carlos Alberto Spanhol;
Elliot Stein;
Adriana Bissani Tonial;
Gilberto Tonial;
Pedro Verissimo;
Luis Fernando Veríssimo.

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Eu Eu José Lewgoy" +++

O documentário mostra a carreira do ator.
E sua trajetória no Brasil e no mundo.
Além de revelar fatos importantes de sua vida.
Através de depoimentos e muitas imagens de arquivo.
De quem trabalharam com ele no cinema e na televisão.
E compartilham histórias, ao longo dos anos.
Gente como Gilberto Braga, Tônia Carrero, Chico Caruso.
Millôr Fernandes, Luis Fernando Veríssimo, Anselmo Duarte.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ Curiosidades de "Eu Eu Eu José Lewgoy" +++

+ Documentando ícones: do mesmo diretor de "Mamonas para Sempre" (2011).
+ Atraso no lançamento: a produção acabou em 2009 e foi lançada em 2011.
+ Festivais: exibido na Mostra Internacional de São Paulo de 2010.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Eu Eu José Lewgoy" +++

Retratam-se as várias fases do cinema e da televisão do país.
Por meio de trechos da vida de José Lewgoy (1920-2003).
Um dos mais importantes atores brasileiros.

Original de uma pequena cidade do interior do Sul do Brasil.
Alfredo Chaves, atual Veranópolis.

O ator teve uma rara trajetória internacional.
Percorreu das chanchadas da Atlântida ao cinema francês dos anos 50.
Do Cinema Novo com Glauber Rocha e Fitzcarraldo (1982) de Werner Herzog.
Às novelas da Rede Globo.

Adaptado de Filmow

Leonardo Brocker disse...

"Schroeder Liegt in Brasilien"

Diretor: Zé do Rock
Roteirista: Zé do Rock

Participações
Feridun Zaimoglu
Friedrich Ani
Günther Mittermayer
Klaus Hermann Schlichting
Liana Heraldine
Luiz Teixeira
Maria Leda Erich
Naila B. Junqueira
Nicolly
Silvana Rauseo
Sonia Bogner
Suzanna Salles
Zé do Rock

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

"Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" (2016)

Diretor: Paulo Nascimento
Roteirista: Paulo Nascimento

Elenco
Giovana Echeverria - Alicia
Roberto Birindelli - Dr. Jantzen
Carlos Cunha - Italiano
Soledad Villamil - Clarice
Edson Celulari - Vitrio
Héctor Bidonde - Jaime Kauffman
Leonardo Machado - Cleomar

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

"Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" - Sinopse

Vitório (Edson Celulari) é cego de nascença.
E dono de uma pizzaria herdada por seu pai.
No tradicional bairro do Bixiga, em São Paulo.
Vitório é considerado famoso.
Por oferecer a melhor pizza dos arredores.
Vive uma vida feliz.
Com a mulher Clarice (Soledad Villamil).
E a filha Alícia.
Sente que superou todas as dificuldades da cegueira.
E que deu a volta por cima.
Mas descobre que existe a possibilidade de enxergar.
E inicia um conflito consigo mesmo.
Pois vai precisar tomar uma grande decisão.

Adaptado de Adoro Cinema.

Leonardo Brocker disse...

+++ Preparação da Atriz Soledad Villamil +++

A atriz assistiu uma palestra sobre turismo em Mendonza.
Com os cônsules Karla Beszkidnyak e Carlos César García Baltar.
A palestra ocorreu em novembro de 2015.
E contou com degustação de vinhos e comidas regionais.
Também estiveram presentes diplomatas do Consulado da Argentina.

A atriz Soledad Villamil teve que aprender português.
Para executar suas falas no filme.
Ensaiou durantes três meses.
E teve aulas via Skype.
Com um professor de idiomas e especialista em fonoaudiologia.

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ Locações de "Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" +++

As gravações duraram dezessete dias.
Ocorreram em Porto Alegre e São Paulo.
E finalizaram em abril de 2016.
Destaque ao Banco de Olhos de Porto Alegre.
Neste Hospital, gravaram cenas em chroma key.

Adaptado de Wikipedia.

Leonardo Brocker disse...

+++ O Diretor Paulo Nascimento +++

Já é uma trajetória profícua no audiovisual brasileiro.
"Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" é o sétimo longa-metragem de ficção.
Que Paulo Nascimento realiza desde sua estreia no formato.
Com "Diário de um Novo Mundo" (2005).

Os projetos anteriores no cinema incluem ainda um longa documental.
E na televisão, o diretor gaúcho de 52 anos experimentou diferentes gêneros.
Romance de época, drama intimista, aventura infantojuvenil e thriller político.

Adaptado de Marcelo Perrone (Zero Hora - 05/04/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ O Mercosul cinematográfico +++

Nascimento agora empolga-se com o novo passo que dá.
Para formalizar o que chama de "Mercosul cinematográfico".
Nos últimos anos, afinou um diálogo com países do Cone Sul.
Para a produção e também posterior exibição de seus filmes.
Já filmou em regiões de Chile, Argentina e Uruguai.
E trabalhou com o ator uruguaio César Trancoso em três longas.
Agora, o diretor buscou para seu novo projeto Soledad Villamil.
Estrela do cinema argentino.

"Mandei o roteiro para o empresário dela e cruzei os dedos.
Então me chamaram para falar sobre a proposta.
E isso é raro com artistas desse patamar.
Aí, vi que podia dar certo", conta o diretor.

Adaptado de Marcelo Perrone (Zero Hora - 05/04/2016)

Leonardo Brocker disse...

"Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos"

Nascimento explica que seu filme já nasceu com este nome.
Antes de ele pensar ter no elenco Soledad.
Estrela do sucesso argentino "O Segredo dos Seus Olhos. "
Uma feliz coincidência, garante.
Pois seu título tem a ver com cegueira de Vitório.
O personagem é vivido por Edson Celulari.
E é dono de uma pizzaria no bairro paulistano do Bixiga.
Berço de imigrantes italianos onde se passa a trama.
Corintiano fanático, é casado com a argentina Clarisse (Soledad).
E com ela tem uma filha adolescente (papel da gaúcha Giovana Echeverria).

"O Vitório ficou cego quando criança.
E tem a chance de voltar a enxergar graças a uma cirurgia", diz o diretor.
"Mas a nova realidade cria um impasse existencial nele.
Isto se desdobra no relacionamento dele com a mulher.
O foco do filme não está nas questões médicas e científicas.
Mas sim nas relações de afeto, com drama e um pouco de humor".

Adaptado de Marcelo Perrone (Zero Hora - 05/04/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ Portunhol em "Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" +++

No set de filmagem, o "portunhol" é comum.
Pois ali circulam, profissionais argentinos e uruguaios.
Que Nascimento recrutou de seus longas anteriores.
"A Oeste do Fim do Mundo" (2013), "Em Teu Nome" (2010).
E do ainda inédito "A Superfície da Sombra".
Adaptação do livro homônimo de Tailor Diniz.
Realizada na região fronteiriça entre Brasil e Uruguai.

Adaptado de Marcelo Perrone (Zero Hora - 05/04/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ Parcerias de "Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" +++

A presença de Soledad, deve ampliar o interesse pelo filme.
"Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos" é orçado em R$ 4 milhões.
E conta com parceiros de peso no cinema brasileiro:
Paris Filmes, Globo Filmes e Telecine.

"Um filme precisa ser pensado para circular por diferentes mercados.
E por múltiplas plataformas", destaca Nascimento.
"Meus longas passam na TV paga.
E os mais recentes foram exibidos em cinemas do Uruguai e na Argentina.
"A Oeste do Fim do Mundo" está na programação das companhias aéreas TAM e LAN.
Em "Teu Mundo..." tenho como produtor associado o (cineasta) Cacá Diegues.
Que também viu no filme um potencial para dialogar com o público.
Todos esses parceiros importantes abraçaram o projeto.
E reconheceram que faz falta no Brasil esse tipo de filme.
Com histórias comuns sobre pessoas comuns".

Adaptado de Marcelo Perrone (Zero Hora - 05/04/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ Edson Celulari e O Desafio de Fazer Uma Pizza às Escuras +++

Celulari foi protagonista do primeiro longa de Paulo Nascimento.
"Diário de um Novo Mundo" era um drama de época.
Adaptado da obra de Luiz Antônio de Assis Brasil.
O ator esteve à frente também do seriado "Animal".
Exibido pelo canal pago GNT em 2014.
E apresentado no ano seguinte na Globo como telefilme.

"Conhecer bem o Paulo facilita nosso trabalho no set.
É um cara que domina todo o processo autoral.
Da realização, do roteiro à produção.
E já estamos pensando em outros projetos juntos".

Celulari ganhou em Teu Mundo Não Cabe nos Meus Olhos um desafio:

"É o primeiro cego que interpreto.
Novidade que é sempre fascinante para um ator.
Eu me preparei muito nos estudos científicos sobre a cirurgia.
Que o Vitório faz para recuperar a visão.
Assim como nos aspectos físicos exigidos pelo personagem em sua rotina.
Aprendi a fazer pizza vendo os ingredientes.
Mas agora já sei fazer também de olhos fechados (risos)".

Adaptado de Marcelo Perrone (Zero Hora - 05/04/2016)

Leonardo Brocker disse...


+++ Parceria de Edson Celulari com Soledad Villamil +++

"Está sendo uma ótima experiência.
A Soledad vem de uma escola de cinema muito respeitada.
Nós costumamos dizer: 'Olha, como eles são bons.
Como fazem bons roteiros'.
Soledad é uma grande profissional.
Pegou com facilidade os diálogos em português", elogia Celulari.

Adaptado de Marcelo Perrone (Zero Hora - 05/04/2016)

Leonardo Brocker disse...

+++ "Transcendendo Lynch" (2011) +++

Diretores: Marcos Andrade, Julia Martins
Roteirista: Marcos Andrade

Participações
+ Felipe Cataldo;
+ David Lynch.

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ Transcendendo Lynch - Crítica

Em agosto de 2008, David Lynch passou nove dias no Brasil.
Divulgou seu livro sobre meditação, "Em Águas Profundas".
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
O registro dessa miniturnê rende um documentário, "Transcendendo Lynch".
Este tem acesso privilegiado à entourage do cineasta.
Mas não vai muito além da tietagem.

A equipe do diretor Marcos Andrade segue Lynch em sessões de autógrafo, palestras.
Em trânsito e em bastidores restritos, como camarins e saguões de hotel.
Há uma distância respeitosa.
A equipe só faz perguntas a ele em alguns momentos.
Como na entrevista individual montada diante de uma cortina vermelha pesada.
Nela, o diretor fala de meditação.

Não há um olhar de repórter, como há, por exemplo, em "Entreatos".
Um olhar preocupado em encontrar na intimidade do ícone um meio de desmistificá-lo.
A intimidade de Lynch aqui são os seus muitos cigarros, fumados em silêncio.
Na verdade, "Transcendendo Lynch" se contenta frequentemente em registrar em áudio e vídeo
As perguntas protocolares feitas por jornalistas que estão cobrindo a turnê.
Nesse sentido, é um documentário não apenas de culto, mas também sobre o culto.

E o culto a David Lynch tem os seus constrangimentos.
É o fã que pede um autógrafo no antebraço, outra na calcinha.
É o inconformado que não entendeu "Cidade dos Sonhos".
Ou o aluno de faculdade de cinema que elabora uma metáfora bem louca.
Que comportaria todo o imaginário lynchiano.
Loucos de palestra existem vários.
E eles parecem se multiplicar neste filme.
A filosofice os fortalece.

Não há vergonha alheia maior, porém, do que a do imitador.
"Transcendendo Lynch" seria um filme de fã indolor.
Com seus efeitos "etéreos".
Como a câmera que se vira para o céu para encerrar o plano.
E com suas coberturas triviais.
Acharam uma barata na parede.
Para cobrir a fala do diretor sobre A Metamorfose.
Não fosse o trecho constrangedor.
Em que Andrade emula um diálogo surreal lynchiano.
Entre o diretor e duas mulheres.

O que torna o cinema de David Lynch singular é que ele não permite a imitação.
Não é preciso se esfolar na meditação pra entender isso.
Um pouco de superego já basta.

Adaptado de Marcelo Hessel (Omelete).

Leonardo Brocker disse...

+++ "Transcendendo Lynch" - Guia da Semana +++

Em 2008, David Lynch fez uma viagem pelo Brasil.
Percorreu Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
E realizou palestras em universidades e associações de empresários.
E lançou seu livro sobre Meditação Transcendental (MT).

Durante uma semana, duas câmeras acompanharam o diretor em sua viagem.
Além de outras duas que vieram com o diretor.
Este se mostrou incansável na missão de divulgar o tema.

Em Minas Gerais, Lynch visitou o projeto Cidade dos Meninos.
Ali, a Fundação David Lynch apoia o programa de ensino da Meditação Transcendental.
São mais de dois mil alunos da escola.

Transcendendo Lynch revela seu humor.
E o fervor com que defende a MT.
Como a única forma de trazer paz e bem-estar para os homens.
Especialmente em regiões violentas e socialmente instáveis.

Adaptado de Guia da Semana.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Transcendendo Lynch" - Último Segundo +++

Lynch é autor de filmes como "Cidade dos Sonhos", "Veludo Azul" e da série "Twin Peaks".
Quem procura o cineasta não o encontrará em "Transcendendo Lynch".
O documentário de Marcos Andrade tem como foco a visita de David Lynch ao Brasil em 2008.

Aqui, encontramos o Lynch zen, meditador.
Que divulga ensinamentos, passando longe das bizarrices.
Como a orelha decepada de "Veludo Azul".
A caixinha misteriosa de "Cidade dos Sonhos".
Ou os misteriosos coelhos gigantes de "Império dos Sonhos".

O documentário é um filme honesto.
Propõe-se a acompanhar a viagem do cineasta.
Que passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Durante o lançamento de seu livro "Águas Profundas: Criatividade e Meditação".

Não deve ser fácil ser David Lynch.
Conversas com o público, em cidades brasileiras, mostram que é preciso ter paciência.
Pois sempre há ao menos meia dúzia de pessoas filosofando sobre seus filmes.
Tentando decifrá-los e explicar o inexplicável.
A cara de diversão do cineasta diz tudo.
Ele parece não estar nem aí, quer mesmo é curtir seu passeio.

A maratona com fãs inclui palestras, conversas.
Tardes e mais tardes de autógrafos a uma fila quilométrica de pessoas.
Os fãs, no entanto, não se contentam com uma assinatura em um livro ou DVD.
Querem mais.
E ele dá: autografa braços, calcinha; oferece um cigarro.

Ouve (aparentemente) atentamente o oferecimento de um roteiro.
E, dentro do carro, saindo do aeroporto, se pergunta: "O que estou fazendo aqui?".

Boa pergunta, Lynch!
E este documentário está aqui para divulgar a meditação transcendental.
É preciso simpatizar com o tema para embarcar na proposta deste filme.

Do contrário, o diretor norte-americano não passará de um chato zen.
Disposto a vender seu peixe.
Curiosamente, as primeiras imagens do filme são peixinhos num aquário...
E nesse caso, é melhor lembrar-se do grande David Lynch.
Aquele que deu ao mundo belos filmes - do contrário, será fácil se entediar com ele.

Adaptado de Último Segundo.

Leonardo Brocker disse...

+++ Xico Stockinger (2012) +++

Diretor - Frederico Mendina
Roteirista - Frederico Mendina

Depoimentos
+ Bruno Giorgi;
+ Iberê Camargo;
+ José Francisco Alves;
+ Josué Guimarães;
+ Paulo Herkenhoff;
+ Severo Gomes;
+ Xico Stockinger.

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ Xico Stockinger (2012) +++

O filme acompanha os três últimos anos da vida do artista Xico Stockinger.
A partir da sua relação com o diretor Frederico Mendina durante o período.
Um retrato íntimo, mostrando a metodologia do trabalho de Xico.
Que se tornou um dos maiores escultores brasileiros.
Sua história de vida e obras, até seu falecimento em 2009.
Imigrante austríaco pós I Guerra Mundial.
Naturalizado brasileiro.
E com um sonho frustrado de se tornar aviador.
Xico criou um estilo próprio baseado na fusão de bronze.
Utilizava material reaproveitado.
Às vezes, destruía suas obras para criar novas.
Ele uniu técnica e força dentro de uma profusão de texturas.
E uma economia de cores, sem igual.

Adaptado de Adoro Cinema.

Leonardo Brocker disse...

+++ Xico Stockinger, de Frederico Mendina +++

O documentário apresenta a história do artista plástico Francisco Stockinger.
Que se destacou como um dos maiores escultores do país.

O diretor destacou que a cultura é um dos principais valores do Brasil.
”Eu acredito muito no Brasil.
Eu acredito muito na produção artística do Brasil.
Faz alguns anos que o principal produto de exportação brasileiro.
Em termos de retorno financeiro.
É a cultura, a arte.
E no entanto só se fala de soja, arroz e trigo”.

Mendina comentou a perda de grandes nomes que merecem ser valorizados.
Mas que não receberam documentários.
E como surgiu a ideia de criar o atual longa.
“Eu conheci o seu Xico, sua família e acabei começando a gerir a ideia”.

Este é o primeiro longa-metragem de Frederico.
Ele falou dos desafios que enfrentou.
“A principal dificuldade é por ser iniciante.
Você não conhece o caminho das pedras.
Depois que você pega o ritmo, não é que a coisa fica mais fácil.
Mas ele não fica mais sofrido.”

“É aquilo que Xico fala.
Se você tem um sonho, ai você vai correndo atrás.
E daqui a pouco está ai, se materializou.
E as pessoas estão compartilhando o teu sonho, conversando sobre ele.
E o teu sonho não é mais teu, ele é público.” finalizou Mendina.


Alex Seixas e Marcos Roberto Heck - Feevale no Festival de Cinema.

Leonardo Brocker disse...

+++ Um Doc de Muita Personalidade +++

O formato convencional de documentário não rima.
Com a personalidade incomum e inventiva do personagem-título.
Mas o filme, apesar de erros de construção, fascina.
Pelas visões da obra de Stockinger.
E pela riqueza do material de Frederico Mendina.
Um diretor-produtor-roteirista estreante.
Foram três anos de pesquisa e convivência.
Com um dos escultores mais originais da segunda metade do século XX.

Franz (depois Francisco) Alexander Stockinger (1919-2009) nasceu na Áustria.
E, em 1923, imigrou com os pais para o Brasil.
O curioso nome Xico “pegou”.
Porque assim assinava suas caricaturas para jornais.
Antes de descobrir as artes plásticas.
A transformação de Franz em Xico também espelha franca adesão à brasilidade.
E seu amor pelas coisas do país.
Desde as espécies de cactos que descobriu, como pesquisador de botânica.
Ao naipe de nordestinos de corpo subdesenvolvido por gerações de fome.
E apelidados gabirus.
Stockinger expressou revolta ante esse espetáculo sub-humano de invisibilidade social.
E esculpiu as figuras disformes da série “Gabirus”.
Nos anos 1960, o repúdio foi à violência do regime militar.
E originou uma de suas mais expressivas fases, a da série dos “Guerreiros”.

Stockinger recebeu fartas premiações.
E foi prestigiado por encomendas de “arte pública”.
Mas encarou grande lentidão no reconhecimento de seu valor.
De início, o artista foi aeroviário, meteorologista, desenhista de imprensa.
Entre outros trabalhos de sobrevivência até descobrir a arte.
Ele exaltou amizades em esculturas públicas.
Os materiais de arquivo (vídeos, curtas) valorizam o documentário.
Em momentos valiosos com Iberê Camargo e outros.

Adaptado de Ely Azeredo (O Globo).

Leonardo Brocker disse...

+++ A Relação do Cineasta com o Artista +++

O cineasta gaúcho Frederico Mendina tinha apenas 7 anos.
Quando conheceu o artista plástico Xico Stockinger.
Um austríaco naturalizado brasileiro.
Que, na época, já possuía uma deficiência auditiva.
Adquirida por conta da otosclerose.
Isto o incapacitava de ouvir os chamados da garotada.
Que passava em frente à sua residência, na Capital, rumo à escola.
E a figura que vivia entre marteladas e maçaricos ganhou ares enigmáticos.
Ao menos, na imaginação do pequeno Mendina....

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ Início do Documentário +++

O documentário começou a ser concebido no final de 2006.
Quando Mendina teve a primeira conversa com “Seu Xico”.
A princípio, o escultor ficou espantando.
Em saber que sua vida poderia render uma produção cinematográfica.
Mas não demorou muito para abraçar o projeto e todos os envolvidos.
“"Seu Xico era uma pessoa extremamente amável, muito franco.
Nos recebeu em sua casa.
Deu permissão para participar de sua vida íntima e profissional.
Era uma alegria gravar com ele”", lembra Mendina.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ Entrevistas e Depoimentos +++

O objetivo do trabalho foi tornar mais conhecida a figura de Stockinger.
Sempre lembrado mais por sua obra do que por sua personalidade.
No documentário, são as próprias falas do artista que reconstituem sua trajetória.
Suas descobertas e a maneira como encarava a arte.
A narrativa se completa com animações, efeitos visuais.
E preciosas entrevistas e imagens de acervo.
Como a que mostra Xico na companhia de Iberê Camargo.
Ou as falas de Severo Gomes (ministro à época do presidente Castelo Branco).
Do escritor Josué Guimarães.
E de Bruno Giorgi, mentor artístico de Xico a partir de 1946.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ Chegada ao Brasil e Carreira Artística +++

O longa reconta inúmeras histórias.
Como a chegada da família Stockinger ao Brasil, em 1923.
Na cidade de Pontal do Paranapanema (SP).
Quando Franz Alexander (nome de batismo de Xico) tinha apenas 4 anos.
Depois de morar em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Onde fez um curso de piloto.
Estudou meteorologia.
Tornou-se previsor do tempo.
E frequentou o atelier de Bruno Giorgi.
Xico mudou-se para Porto Alegre, em 1954.
Onde ficou até o fim da vida.
Na época, atuou como diagramador.
Cronista e caricaturista no extinto jornal A Hora.
Mais tarde, foi diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
E do Atelier Livre da prefeitura de Porto Alegre, o qual ajudou a fundar.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ O Escultor +++

Sua multiplicidade de interesses se refletiu na carreira artística.
Ele foi gravurista, desenhista, chargista e escultor.
Arte esta que lhe deu enorme projeção, nacional e internacional.
São esculturas em bronze, ferro, madeira e barro, entre outros elementos.
Que mostram guerreiras e guerreiros de poucas cores.
Texturas ásperas e corpos disformes.
Mas de uma humanidade pungente.
É dele, em conjunto com Eloisa Tregnago, as esculturas da Praça da Alfândega.
Dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana.
Para completar, Xico ainda era um especialista e colecionador de cactos.
Tendo descoberto exemplares raros dessa planta.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ A Morte +++

Morreu, em abril de 2009, aos 89 anos.
Um grande impacto em Mendina e sua equipe.
“Houve um abalo.
Mas também foi reforçada a ideia de que o longa era relevante.
Porque havia um registro.
E esse registro tinha que ser levado adiante”.
Na memória do diretor, permanece gravada a imagem de um homem.
Que se entregou às suas criações até os últimos momentos.
Sempre pensando no porvir.
E que mesmo exposto nas telas do cinema.
Ainda está envolto no mistério dos grandes artistas.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

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