domingo, 9 de outubro de 2011

Rio de Janeiro, A Cidade Maravilhosa

Cidade maravilhosa, terra de encantos mil, o Rio de Janeiro é a alma, a essência e a cara do Brasil. É o destino entre todos os destinos. A segunda maior cidade do país é a que mais recebe turistas. Seja do Brasil, seja do exterior. O Rio também é famoso por ter uma das vidas noturnas mais badalas do país. Além disso, organiza o maior carnaval do mundo!

Cristo Redentor: Uma das Sete Maravilhas do Mundo Moderno
Cristo Redentor: Uma das Sete
Maravilhas do Mundo Moderno
  

Ipanema e a Bossa Nova

Por falar em carnaval, o Rio de Janeiro é berço do samba! E a bossa nova nasceu em Ipanema, uma das praias mais famosas e visitadas do mundo. A fama da praia se dá graças às suas belezas, cantadas na música "Garota de Ipanema", de Tom Jobim e Vinícius de Moraes.

Os calçadões de Copacabana, Ipanema e Leblon são as verdadeiras áreas de lazer dos cariocas! São largas passarelas por onde desfilam todos os tipos brasileiros. Uma espécie de painel da nossa diversidade social. São a vitrine do povo brasileiro!

Praia de Ipanema: Cantada por Tom Jobim e Vinícius de Moraes em "Garota de Ipanema"
Praia de Ipanema: Cantada por Tom Jobim e
Vinícius de Moraes em "Garota de Ipanema"


Leblon e as Celebridades

Ipanema e o Leblon são as praias preferidas das celebridades. Formam uma só faixa de areia, já que o Leblon é uma extensão de Ipanema. Ficam próximas à Lagoa Rodrigo de Freitas, na Zona Sul do Rio de Janeiro.


Copacabana: Calçadão, Hotel e Reveillon

Ipanema e Leblon também ficam próximas à Copacabana, a praia cujo calçadão de desenho ondulado em preto e branco, obra de Burle Marx, transformou-se num dos símbolos do Brasil.

Praia do Leblon: Preferida pelas Celebridades
Praia do Leblon: Preferida pelas Celebridades

É em Copacabana que fica a mais variada e cosmopolita fauna humana do Rio de Janeiro. Tomando sol, bebendo nos quiosques ou caminhando à beira-mar. Dividem o mesmo espaço adolescentes e aposentados, pitboys, gays e milionários. Além de gringos das mais diversas nacionalidades.

No Reveillon, quase 2 milhões de pessoas lotam as areias da praia para acompanhar a queima de fogos. A concentração ocupa toda a Avenida Atlântida, onde fica o belo prédio do Hotel Copacabana Palace, construído em 1923.

Hotel Copacabana Palace, Construído em 1923
Hotel Copacabana Palace, Construído em 1923


Pão de Açúcar e Cristo Redentor: Os Cartões Postais!

Pertinho de Copacabana, fica outro cartão postal do Rio: o Pão de Açúcar e  seu famoso bondinho. Este faz a sua primeira escala no Morro da Urca, seguindo, depois para o Pão de Açúcar...

Mas nenhum símbolo carioca, porém, iguala-se ao Cristo Redentor, o ponto turístico mais visitado do Brasil! De quase toda a Zona Sul é possível ver a estátua, de 30 metros de altura, no topo do Corcovado

Os Bondinhos do Pão de Açúcar, Rio de Janeiro
Os Bondinhos do Pão de Açúcar

A visita ao Cristo Redentor proporciona uma bela visão panorâmica da cidade do Rio de Janeiro! O Cristo foi eleito uma das sete maravilhas modernas do mundo!


Confeitaria Colombo e Arcos da Lapa

O Rio de Janeiro guarda ainda um riquíssimo patrimônio histórico e arquitetônico, já que foi a capital do Império e da República durante quase dois séculos, até 1960. Boa parte desse tesouro pode ser vista em um simples passeio a pé pelo centro. Este abriga palácio, mosteiros e a famosa Confeitaria Colombo, aberta em 1894.

Próximo ao centro, pode-se pegar o bonde para conhecer Santa Teresa, um dos mais pitorescos bairros do Rio de Janeiro e que virou um reduto de músicos e artistas. O bonde passa sobre os Arcos da Lapa - antigo aqueduto que trazia água para a cidade - até parar no Largo dos Guimarães. O passeio vale por uma volta no tempo!

Arcos da Lapa: Antigo Aqueduto do Rio de Janeiro
Arcos da Lapa: Antigo Aqueduto do Rio de Janeiro

Quase todas as ladeiras de Santa Teresa levam à Lapa, o point boêmio do Rio de Janeiro. Seus botequins chiques, bares e clubes de samba fazem do bairro um ponto de encontro de todas as tribos.


As Belas Praias da Zona Oeste

O Rio de Janeiro ainda tem a Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade. A praia com 18 km de extensão, reúne agradáveis quiosques e é menos movimentada que as da Zona Sul. Pela Avenida das Américas, ao longo da qual o bairro cresceu, é onde se concentra a diversão e os shoppings. A região é o point dos ricos, descolados e emergentes da cidade.

Praia de Grumari: Antiga Colônia de Pescadores
Praia de Grumari: Antiga Colônia de Pescadores

Ao lado da Barra da Tijuca, há algumas praias quase desertas, cercadas por verdes morros, transformados em áreas de preservação ambiental. Uma delas é Grumari, onde uma simpática colônia de pescadores garante peixe fresco todos os dias! Ali perto, ficam também a Prainha, com suas fortes ondas, e a bela Barra de Guaratiba.


Beleza Naturais + Infraestrutura

Além das praias, o Rio de Janeiro oferece outras belezas naturais, como montanhas e lagos. Isto possibilita atividades que vão do ecoturismo aos esportes radicais.

Prainha: Pequena Praia de Ondas Fortes, no Rio de Janeiro
Prainha: Pequena Praia de Ondas Fortes

O Rio de Janeiro possui completa infraestrutura, com inúmeros hotéis, albergues e restaurantes. Ônibus e metrô conectam toda a cidade, sendo que o metrô também anuncia as estações em inglês. Já os táxis lembram os de Nova York, por sua cor amarela.

Texto adaptado do livro "50 Lugares Inesquecíveis do Brasil"

20 comentários:

Leonardo Brocker disse...

+++ Eu Eu Eu José Lewgoy (2011) +++

Diretor: Cláudio Kahns
Roteiro: Marta Nehring

Depoimentos
Mauro Alencar;
Sérgio Augusto;
Glória Bissani;
Leonildo Bissani;
Luciane Bissani;
Gilberto Braga;
Fabiano Canosa;
Tônia Carrero;
Chico Caruso;
Eliana Caruso;
Helena Farina Casarin;
Mario Casarin;
Walmor Chagas;
Guilherme de Almeida Prado;
Anselmo Duarte;
Millor Fernandes;
Lucy Thereza Giugno;
Marisul Terezinha Giugno;
Valdete Giugno;
Anna Hocsman;
Felipe Rosa Hocsman;
Fernanda Rosa Hocsman;
Fernando Rosa Hocsman;
Henrique Dahmer Hocsman;
Luciano Hocsman;
Zélio Hocsman;
Alzira Maria Baptista Lewgoy;
José Lewgoy;
Laura Baptista Lewgoy;
Léo Ismar Lewgoy;
Samuel Lewgoy;
Howard Mandenbal;
Eric Nepomuceno;
Antonio Pedro;
Richard Pena;
Paulo César Peréio;
Glória Pires;
Gene Plotnik;
Marlies Plotnik;
Ana Paula Neu Rechden;
Flora Thereza Benaci Roehr;
Sônia Mari Roehr;
Eva Sopher;
Carlos Alberto Spanhol;
Elliot Stein;
Adriana Bissani Tonial;
Gilberto Tonial;
Pedro Verissimo;
Luis Fernando Veríssimo.

Adaptado de IMDB

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Eu Eu José Lewgoy" +++

O documentário mostra a carreira do ator.
E sua trajetória no Brasil e no mundo.
Além de revelar fatos importantes de sua vida.
Através de depoimentos e muitas imagens de arquivo.
De quem trabalharam com ele no cinema e na televisão.
E compartilham histórias, ao longo dos anos.
Gente como Gilberto Braga, Tônia Carrero, Chico Caruso.
Millôr Fernandes, Luis Fernando Veríssimo, Anselmo Duarte.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ Curiosidades de "Eu Eu Eu José Lewgoy" +++

+ Documentando ícones: do mesmo diretor de "Mamonas para Sempre" (2011).
+ Atraso no lançamento: a produção acabou em 2009 e foi lançada em 2011.
+ Festivais: exibido na Mostra Internacional de São Paulo de 2010.

Adaptado de Adoro Cinema

Leonardo Brocker disse...

+++ "Eu Eu Eu José Lewgoy" +++

Retratam-se as várias fases do cinema e da televisão do país.
Por meio de trechos da vida de José Lewgoy (1920-2003).
Um dos mais importantes atores brasileiros.

Original de uma pequena cidade do interior do Sul do Brasil.
Alfredo Chaves, atual Veranópolis.

O ator teve uma rara trajetória internacional.
Percorreu das chanchadas da Atlântida ao cinema francês dos anos 50.
Do Cinema Novo com Glauber Rocha e Fitzcarraldo (1982) de Werner Herzog.
Às novelas da Rede Globo.

Adaptado de Filmow

Leonardo Brocker disse...

+++ "Transcendendo Lynch" (2011) +++

Diretores: Marcos Andrade, Julia Martins
Roteirista: Marcos Andrade

Participações
+ Felipe Cataldo;
+ David Lynch.

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ Transcendendo Lynch - Crítica

Em agosto de 2008, David Lynch passou nove dias no Brasil.
Divulgou seu livro sobre meditação, "Em Águas Profundas".
Em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
O registro dessa miniturnê rende um documentário, "Transcendendo Lynch".
Este tem acesso privilegiado à entourage do cineasta.
Mas não vai muito além da tietagem.

A equipe do diretor Marcos Andrade segue Lynch em sessões de autógrafo, palestras.
Em trânsito e em bastidores restritos, como camarins e saguões de hotel.
Há uma distância respeitosa.
A equipe só faz perguntas a ele em alguns momentos.
Como na entrevista individual montada diante de uma cortina vermelha pesada.
Nela, o diretor fala de meditação.

Não há um olhar de repórter, como há, por exemplo, em "Entreatos".
Um olhar preocupado em encontrar na intimidade do ícone um meio de desmistificá-lo.
A intimidade de Lynch aqui são os seus muitos cigarros, fumados em silêncio.
Na verdade, "Transcendendo Lynch" se contenta frequentemente em registrar em áudio e vídeo
As perguntas protocolares feitas por jornalistas que estão cobrindo a turnê.
Nesse sentido, é um documentário não apenas de culto, mas também sobre o culto.

E o culto a David Lynch tem os seus constrangimentos.
É o fã que pede um autógrafo no antebraço, outra na calcinha.
É o inconformado que não entendeu "Cidade dos Sonhos".
Ou o aluno de faculdade de cinema que elabora uma metáfora bem louca.
Que comportaria todo o imaginário lynchiano.
Loucos de palestra existem vários.
E eles parecem se multiplicar neste filme.
A filosofice os fortalece.

Não há vergonha alheia maior, porém, do que a do imitador.
"Transcendendo Lynch" seria um filme de fã indolor.
Com seus efeitos "etéreos".
Como a câmera que se vira para o céu para encerrar o plano.
E com suas coberturas triviais.
Acharam uma barata na parede.
Para cobrir a fala do diretor sobre A Metamorfose.
Não fosse o trecho constrangedor.
Em que Andrade emula um diálogo surreal lynchiano.
Entre o diretor e duas mulheres.

O que torna o cinema de David Lynch singular é que ele não permite a imitação.
Não é preciso se esfolar na meditação pra entender isso.
Um pouco de superego já basta.

Adaptado de Marcelo Hessel (Omelete).

Leonardo Brocker disse...

+++ "Transcendendo Lynch" - Guia da Semana +++

Em 2008, David Lynch fez uma viagem pelo Brasil.
Percorreu Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre.
E realizou palestras em universidades e associações de empresários.
E lançou seu livro sobre Meditação Transcendental (MT).

Durante uma semana, duas câmeras acompanharam o diretor em sua viagem.
Além de outras duas que vieram com o diretor.
Este se mostrou incansável na missão de divulgar o tema.

Em Minas Gerais, Lynch visitou o projeto Cidade dos Meninos.
Ali, a Fundação David Lynch apoia o programa de ensino da Meditação Transcendental.
São mais de dois mil alunos da escola.

Transcendendo Lynch revela seu humor.
E o fervor com que defende a MT.
Como a única forma de trazer paz e bem-estar para os homens.
Especialmente em regiões violentas e socialmente instáveis.

Adaptado de Guia da Semana.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Transcendendo Lynch" - Último Segundo +++

Lynch é autor de filmes como "Cidade dos Sonhos", "Veludo Azul" e da série "Twin Peaks".
Quem procura o cineasta não o encontrará em "Transcendendo Lynch".
O documentário de Marcos Andrade tem como foco a visita de David Lynch ao Brasil em 2008.

Aqui, encontramos o Lynch zen, meditador.
Que divulga ensinamentos, passando longe das bizarrices.
Como a orelha decepada de "Veludo Azul".
A caixinha misteriosa de "Cidade dos Sonhos".
Ou os misteriosos coelhos gigantes de "Império dos Sonhos".

O documentário é um filme honesto.
Propõe-se a acompanhar a viagem do cineasta.
Que passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre.
Durante o lançamento de seu livro "Águas Profundas: Criatividade e Meditação".

Não deve ser fácil ser David Lynch.
Conversas com o público, em cidades brasileiras, mostram que é preciso ter paciência.
Pois sempre há ao menos meia dúzia de pessoas filosofando sobre seus filmes.
Tentando decifrá-los e explicar o inexplicável.
A cara de diversão do cineasta diz tudo.
Ele parece não estar nem aí, quer mesmo é curtir seu passeio.

A maratona com fãs inclui palestras, conversas.
Tardes e mais tardes de autógrafos a uma fila quilométrica de pessoas.
Os fãs, no entanto, não se contentam com uma assinatura em um livro ou DVD.
Querem mais.
E ele dá: autografa braços, calcinha; oferece um cigarro.

Ouve (aparentemente) atentamente o oferecimento de um roteiro.
E, dentro do carro, saindo do aeroporto, se pergunta: "O que estou fazendo aqui?".

Boa pergunta, Lynch!
E este documentário está aqui para divulgar a meditação transcendental.
É preciso simpatizar com o tema para embarcar na proposta deste filme.

Do contrário, o diretor norte-americano não passará de um chato zen.
Disposto a vender seu peixe.
Curiosamente, as primeiras imagens do filme são peixinhos num aquário...
E nesse caso, é melhor lembrar-se do grande David Lynch.
Aquele que deu ao mundo belos filmes - do contrário, será fácil se entediar com ele.

Adaptado de Último Segundo.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Tumulto de Paixões" (1958) +++

Diretor - Zygmunt Sulistrowski
Roteiristas:
+ Austin Green;
+ Anita Manville;
+ Monica Sulistrowski;
+ Zygmunt Sulistrowski.
Baseado em história de Zygmunt Sulistrowski

Elenco
John Sutton - John Morgan
Richard Olizar - Tom Dooley
Gina Albert - Anna Martin

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ "Tumulto de Paixões" (1958) +++

Filme com três episódios.
No terceiro Celeneh Costa aparece como uma mulher sedutora.
É acusada de feitiçaria pelas mulheres da região.
E obrigada a voltar para o mar.

Adaptado de Filmow.

Leonardo Brocker disse...

+++ Xico Stockinger (2012) +++

Diretor - Frederico Mendina
Roteirista - Frederico Mendina

Depoimentos
+ Bruno Giorgi;
+ Iberê Camargo;
+ José Francisco Alves;
+ Josué Guimarães;
+ Paulo Herkenhoff;
+ Severo Gomes;
+ Xico Stockinger.

Adaptado de IMDB.

Leonardo Brocker disse...

+++ Xico Stockinger (2012) +++

O filme acompanha os três últimos anos da vida do artista Xico Stockinger.
A partir da sua relação com o diretor Frederico Mendina durante o período.
Um retrato íntimo, mostrando a metodologia do trabalho de Xico.
Que se tornou um dos maiores escultores brasileiros.
Sua história de vida e obras, até seu falecimento em 2009.
Imigrante austríaco pós I Guerra Mundial.
Naturalizado brasileiro.
E com um sonho frustrado de se tornar aviador.
Xico criou um estilo próprio baseado na fusão de bronze.
Utilizava material reaproveitado.
Às vezes, destruía suas obras para criar novas.
Ele uniu técnica e força dentro de uma profusão de texturas.
E uma economia de cores, sem igual.

Adaptado de Adoro Cinema.

Leonardo Brocker disse...

+++ Xico Stockinger, de Frederico Mendina +++

O documentário apresenta a história do artista plástico Francisco Stockinger.
Que se destacou como um dos maiores escultores do país.

O diretor destacou que a cultura é um dos principais valores do Brasil.
”Eu acredito muito no Brasil.
Eu acredito muito na produção artística do Brasil.
Faz alguns anos que o principal produto de exportação brasileiro.
Em termos de retorno financeiro.
É a cultura, a arte.
E no entanto só se fala de soja, arroz e trigo”.

Mendina comentou a perda de grandes nomes que merecem ser valorizados.
Mas que não receberam documentários.
E como surgiu a ideia de criar o atual longa.
“Eu conheci o seu Xico, sua família e acabei começando a gerir a ideia”.

Este é o primeiro longa-metragem de Frederico.
Ele falou dos desafios que enfrentou.
“A principal dificuldade é por ser iniciante.
Você não conhece o caminho das pedras.
Depois que você pega o ritmo, não é que a coisa fica mais fácil.
Mas ele não fica mais sofrido.”

“É aquilo que Xico fala.
Se você tem um sonho, ai você vai correndo atrás.
E daqui a pouco está ai, se materializou.
E as pessoas estão compartilhando o teu sonho, conversando sobre ele.
E o teu sonho não é mais teu, ele é público.” finalizou Mendina.


Alex Seixas e Marcos Roberto Heck - Feevale no Festival de Cinema.

Leonardo Brocker disse...

+++ Um Doc de Muita Personalidade +++

O formato convencional de documentário não rima.
Com a personalidade incomum e inventiva do personagem-título.
Mas o filme, apesar de erros de construção, fascina.
Pelas visões da obra de Stockinger.
E pela riqueza do material de Frederico Mendina.
Um diretor-produtor-roteirista estreante.
Foram três anos de pesquisa e convivência.
Com um dos escultores mais originais da segunda metade do século XX.

Franz (depois Francisco) Alexander Stockinger (1919-2009) nasceu na Áustria.
E, em 1923, imigrou com os pais para o Brasil.
O curioso nome Xico “pegou”.
Porque assim assinava suas caricaturas para jornais.
Antes de descobrir as artes plásticas.
A transformação de Franz em Xico também espelha franca adesão à brasilidade.
E seu amor pelas coisas do país.
Desde as espécies de cactos que descobriu, como pesquisador de botânica.
Ao naipe de nordestinos de corpo subdesenvolvido por gerações de fome.
E apelidados gabirus.
Stockinger expressou revolta ante esse espetáculo sub-humano de invisibilidade social.
E esculpiu as figuras disformes da série “Gabirus”.
Nos anos 1960, o repúdio foi à violência do regime militar.
E originou uma de suas mais expressivas fases, a da série dos “Guerreiros”.

Stockinger recebeu fartas premiações.
E foi prestigiado por encomendas de “arte pública”.
Mas encarou grande lentidão no reconhecimento de seu valor.
De início, o artista foi aeroviário, meteorologista, desenhista de imprensa.
Entre outros trabalhos de sobrevivência até descobrir a arte.
Ele exaltou amizades em esculturas públicas.
Os materiais de arquivo (vídeos, curtas) valorizam o documentário.
Em momentos valiosos com Iberê Camargo e outros.

Adaptado de Ely Azeredo (O Globo).

Leonardo Brocker disse...

+++ A Relação do Cineasta com o Artista +++

O cineasta gaúcho Frederico Mendina tinha apenas 7 anos.
Quando conheceu o artista plástico Xico Stockinger.
Um austríaco naturalizado brasileiro.
Que, na época, já possuía uma deficiência auditiva.
Adquirida por conta da otosclerose.
Isto o incapacitava de ouvir os chamados da garotada.
Que passava em frente à sua residência, na Capital, rumo à escola.
E a figura que vivia entre marteladas e maçaricos ganhou ares enigmáticos.
Ao menos, na imaginação do pequeno Mendina....

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ Início do Documentário +++

O documentário começou a ser concebido no final de 2006.
Quando Mendina teve a primeira conversa com “Seu Xico”.
A princípio, o escultor ficou espantando.
Em saber que sua vida poderia render uma produção cinematográfica.
Mas não demorou muito para abraçar o projeto e todos os envolvidos.
“"Seu Xico era uma pessoa extremamente amável, muito franco.
Nos recebeu em sua casa.
Deu permissão para participar de sua vida íntima e profissional.
Era uma alegria gravar com ele”", lembra Mendina.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ Entrevistas e Depoimentos +++

O objetivo do trabalho foi tornar mais conhecida a figura de Stockinger.
Sempre lembrado mais por sua obra do que por sua personalidade.
No documentário, são as próprias falas do artista que reconstituem sua trajetória.
Suas descobertas e a maneira como encarava a arte.
A narrativa se completa com animações, efeitos visuais.
E preciosas entrevistas e imagens de acervo.
Como a que mostra Xico na companhia de Iberê Camargo.
Ou as falas de Severo Gomes (ministro à época do presidente Castelo Branco).
Do escritor Josué Guimarães.
E de Bruno Giorgi, mentor artístico de Xico a partir de 1946.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ Chegada ao Brasil e Carreira Artística +++

O longa reconta inúmeras histórias.
Como a chegada da família Stockinger ao Brasil, em 1923.
Na cidade de Pontal do Paranapanema (SP).
Quando Franz Alexander (nome de batismo de Xico) tinha apenas 4 anos.
Depois de morar em São Paulo e no Rio de Janeiro.
Onde fez um curso de piloto.
Estudou meteorologia.
Tornou-se previsor do tempo.
E frequentou o atelier de Bruno Giorgi.
Xico mudou-se para Porto Alegre, em 1954.
Onde ficou até o fim da vida.
Na época, atuou como diagramador.
Cronista e caricaturista no extinto jornal A Hora.
Mais tarde, foi diretor do Museu de Arte do Rio Grande do Sul.
E do Atelier Livre da prefeitura de Porto Alegre, o qual ajudou a fundar.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ O Escultor +++

Sua multiplicidade de interesses se refletiu na carreira artística.
Ele foi gravurista, desenhista, chargista e escultor.
Arte esta que lhe deu enorme projeção, nacional e internacional.
São esculturas em bronze, ferro, madeira e barro, entre outros elementos.
Que mostram guerreiras e guerreiros de poucas cores.
Texturas ásperas e corpos disformes.
Mas de uma humanidade pungente.
É dele, em conjunto com Eloisa Tregnago, as esculturas da Praça da Alfândega.
Dos poetas Carlos Drummond de Andrade e Mario Quintana.
Para completar, Xico ainda era um especialista e colecionador de cactos.
Tendo descoberto exemplares raros dessa planta.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

Leonardo Brocker disse...

+++ A Morte +++

Morreu, em abril de 2009, aos 89 anos.
Um grande impacto em Mendina e sua equipe.
“Houve um abalo.
Mas também foi reforçada a ideia de que o longa era relevante.
Porque havia um registro.
E esse registro tinha que ser levado adiante”.
Na memória do diretor, permanece gravada a imagem de um homem.
Que se entregou às suas criações até os últimos momentos.
Sempre pensando no porvir.
E que mesmo exposto nas telas do cinema.
Ainda está envolto no mistério dos grandes artistas.

Adaptado de Daiane de David (Jornal do Comércio).

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