terça-feira, 17 de outubro de 2017

Subte Polska

Tadeusz, polonês, veio à Argentina, como voluntário, após a Guerra Civil Espanhola. Passou a vida em Buenos Aires. Agora, na velhice, relembra o passado. E mistura-o com o presente, como se vivesse um sonho.
Subte Polska (2015) Tadeusz (Héctor Bidonde)
Tadeusz (Héctor Bidonde)

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Tadeusz deixou uma namorada na Espanha. E partiu para a América. Trabalhou na construção do metrô de Buenos Aires. E tornou-se amigo de um italiano. Um antigo inimigo de guerra. “Um fascista”, como diz Tadeusz.

Subte Polska (2015) - Amigo Italiano de Tadeusz
Amigo Italiano de Tadeusz

O idoso resgata momentos felizes do passado. O primeiro amor, na Polônia. Núbia, a namorada espanhola. O amigo italiano. Tadeusz viaja a partir de belas memórias. E pinta a velhice com cores alegres...

“Subte Polska” mescla cenas cômicas e dramáticas. Com claro predomínio das primeiras. E uma discussão perpetua-se na trama. É a insistência do polaco em não usar as pílulas que o Dr. Gomez lhe prescreveu.

Subte Polska (2015) - Tadeusz e Orlando
Tadeusz e Orlando

Para Tadeusz, as tais pílulas interfeririam na memória. E, principalmente, na vida sexual. Orlando, condutor de metrô, é uma espécie de curador. E controla o uso ou não das pílulas do Dr. Gomez...

Outro núcleo muito presente é o do bar onde Tadeusz joga xadrez com os amigos. Ali, ele notabilizou-se por derrotar vários adversários ao mesmo tempo. Até o dia em que um dos amigos traz duas notícias ao ancião...

Subte Polska (2015) - Tadeusz e Os Adversários de Xadrez
Os Adversários de Xadrez

O jovem revela a Tadeusz que pesquisou na internet. E encontrou as duas antigas namoradas. A polonesa e a espanhola. Conta a ele duas notícias. Uma boa e outra, ruim. Uma das cenas mais comoventes do filme.

Há uma tendência atual de retratar a marginalização do idoso. Como se isso fosse a regra. Ou a única alternativa. “Subte Polska” registra a integração social do idoso. E mostra a velhice como um momento de belas emoções...

Subte Polska (2015) - Os Amigos de Tadeusz no Bar
Os Amigos de Tadeusz no Bar

domingo, 15 de outubro de 2017

Substantivo Feminino

O filme mostra a trajetória de Giselda Castro e Magda Renner. Pioneiras no ativismo ambiental nacional e internacional. Duas mulheres da sociedade de Porto Alegre que se uniram em torno de uma causa comum: a ecologia.
Substantivo Feminino - Magda Renner
Magda Renner revisa arquivos

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A história inicia na época da Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 1964. Ocasião em que o fantasma do comunismo rondava o país. Mas antes de ocorrer a passeata em Porto Alegre, os militares tomaram o poder.

Substantivo Feminino (2017) - Magda Renner e Giselda Castro
Magda Renner e Giselda Castro

Então, Magda e Giselda iniciaram a militância. Junto à população carente, na Ação Democrática Feminina Gaúcha. E logo, entraram em contato com as ideias de José Lutzenberger. Isso ampliou as dimensões da ADFG.

Substantivo Feminino (2017) - Giselda Castro em Passeata
Giselda Castro em Passeata

A ADFG virou o braço brasileiro da Friends of the Earth, presente em mais de 70 países. Magda e Giselda percorreram o mundo. Integraram organizações internacionais. E o comitê de ONGs do Banco Mundial.

“Substantivo Feminino” mostra passeatas, viagens ao exterior, protestos junto a políticos. Como os presidentes Castelo Branco e Geisel. A propósito, durante o regime militar, o SNI vigiava as ações das duas mulheres.

Substantivo Feminino (2017) - Magda Renner em Passeata
Magda Renner em Passeata

O documentário, enfim, registra o empenho de Magda e Giselda numa luta ingrata. Afinal, o ativismo ambiental envolve muito trabalho e dedicação. E os ganhos, em geral, são muito pequenos e eventuais...

sábado, 14 de outubro de 2017

Som sem Sentido

Gabriela Bervian percorre a ala feminina do Hospital Psiquiátrico São Pedro. A ideia da diretora é mostrar mulheres que, há anos, estão atrás dos muros da instituição. Revelar seus olhos, seus sons, suas verdades.
Som sem Sentido (2017)
Som sem Sentido (2017)


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“Som sem Sentido” exibe imagens e pequenos trechos de entrevistas com internas do hospital psiquiátrico. Mulheres que ali permaneceram após a lei de 2000. Tal lei desativou os manicômios no Brasil.

Em 2016, restavam 140 internas no São Pedro. Mulheres que não tinham aonde ir. Abandonadas pela família, só lhes restava o hospital psiquiátrico como alternativa de sobrevivência.

Som sem Sentido (2017), Filme de Gabriela Bervian
Filme de Gabriela Bervian

Imagens e entrevistas talvez ocupem 20 a 25% do média-metragem. A maior parte do filme ocupa-se com imagens diversas. Como as recorrentes imagens na beira da praia. E casas rurais alemãs e italianas.

Há, também, cenas em Porto Alegre. A Avenida Osvaldo Aranha. O Campus Central da UFRGS. A Capela Senhor do Bonfim. E a Usina do Gasômetro. Na partida de um inusitado passeio de barco pelo Lago Guaíba.

Som sem Sentido - Gabriela e Campus Central da UFRGS
Gabriela e Campus Central da UFRGS

“Som sem Sentido” é uma obra de viés artístico. E que explora o contraste entre as imagens sequenciais. Uma obra sem caráter documental. Na qual, além do som, na maioria das vezes, também, vemos imagens sem sentido...

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

Sinfonia para Ana

A trama inicia meses antes do Golpe de Estado de 1976, na Argentina. O centro das ações é o Colégio Nacional de Buenos Aires. Uma escola elitista. E o pano de fundo é a Ditadura Militar, que logo se instala. 

Sinfonia para Ana - Ana (Isadora Ardito) e Lito (Rafael Federman)
Ana (Isadora Ardito) e Lito (Rafael Federman)

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Vemos, então, o envolvimento de parte dos alunos com movimentos de esquerda. E referências a Perón, Evita, Guevara, Cuba, China, Rússia. Com imagens da Plaza de Mayo, da Casa Rosada e do Congreso de La Nacion.

Sinfonia para Ana - Ana (Isadora Ardito) e Isa (Rocio Palacín)
Ana e Isa (Rocio Palacín)

Em meio às discussões políticas, Ana descobre o amor. Um sentimento que se torna perigoso, na época. O primeiro pretendente se afasta, quando Ana se aproxima da esquerda. Então, surge Lito, com seus ideais maoistas...

Sinfonia para Ana - Lito (Rafael Federman)
Sinfonia para Ana - Lito

Inicia-se, assim, a história de amor entre os dois adolescentes. Porém, o medo da iniciação sexual e da pressão política os distancia. E, ao suspeitar que Vivi tem um caso com Lito, Ana envolve-se com Camilo.

Sinfonia para Ana - Isa (Rocio Palacín)
Sinfonia para Ana - Isa

Com o aumento da repressão, a sombra da morte passar a rodear Ana e Lito. E os dois voltam a ficar juntos. Mesmo que pela última vez. A tristeza frente à realidade política obriga a jovem a tomar decisão irreversível.

Sinfonia para Ana - Lito (Rafael Federman) e Ana (Isadora Ardito)
Sinfonia para Ana - Lito e Ana

“Sinfonia para Ana” é um filme irregular. Repleto de mortes e de separações. E com a recorrente idealização romântica dos movimentos revolucionários de esquerda. O desfecho da trama, apesar de dramático, agrada.

Sinfonia para Ana (2017), de Ernesto Ardito e Virna Molina
Sinfonia para Ana, de Ernesto Ardito e Virna Molina

 
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